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Política

'Golpe': Moraes nega pedido de Bolsonaro e diz que não admitirá 'tumulto processual'

Defesa do ex-presidente pediu manifestação da Procuradoria-Geral da República sobre postagem de Mauro Cid no Instagram

mauro cid
O advogado Celso Vilardi e o ex-presidente Jair Bolsonaro, durante julgamento da denúncia do núcleo 1 da Pet 12.100 - 25/3/2025) | Foto: Gustavo Moreno/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou um pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo que apura suposta tentativa de golpe. A defesa de Bolsonaro pediu que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestasse antes da apresentação das alegações finais, em relação a uma conta do Instagram atribuída ao tenente-coronel Mauro Cid.

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Moraes, relator do processo por suposta tentativa de golpe, disse que não permitirá atrasos nem práticas que possam comprometer o andamento do processo. “Não será admitido tumulto processual e pedidos que pretendam procrastinar o processo”, escreveu o ministro.

Moraes já havia estabelecido um prazo de 15 dias para a PGR entregar as alegações finais, etapa fundamental antes de a Corte decidir sobre a absolvição ou condenação de Bolsonaro e outros réus. Esta fase marca um dos momentos finais da ação penal.

O pedido da defesa de Bolsonaro negado por Moraes no processo de ‘tentativa de golpe’

O advogado Celso Vilardi, representante de Bolsonaro, argumentou que a PGR deveria incluir em sua análise dados fornecidos por Meta e Google, que, segundo ele, indicariam que Mauro Cid criou a conta investigada no Instagram.

Vilardi afirmou que as informações mostram uso de e-mail pessoal de Cid e verificação desse endereço, além de registros de acessos quase simultâneos entre Instagram e o e-mail.

O tenente-coronel Mauro Cid: nenhuma hipótese de aproximação com o ex-advogado de Bolsonaro | Foto: Arquivo/Reprodução/TV Câmara Distrital
O tenente-coronel Mauro Cid | Foto: Arquivo/Reprodução/TV Câmara Distrital

Outro ponto destacado pela defesa foi a identificação de um endereço de IP na região de Brasília, onde Cid reside, e o uso do número de registro da conta pelo militar. Vilardi alegou que “as mentiras do delator não só têm se amontoado, como também são cada vez mais descaradas e, aparentemente, envolvem destruição de prova”, ressaltando que o perfil foi excluído.

Apesar das evidências citadas, o tenente-coronel Mauro Cid declarou à Polícia Federal, na semana passada, que não criou nem utilizou a conta em questão, além de afirmar desconhecer a identidade do responsável. Ele também negou o uso de redes privadas (VPN) e a troca de mensagens pela plataforma com o advogado Eduardo Kuntz, que disse ao STF ter conversado com Cid pelo perfil investigado.

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