Em seu perfil no X, o jornalista Glenn Greenwald comentou, nesta sexta-feira, 10, a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que destituiu a defesa de Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro e réu no chamado “núcleo 2” da suposta trama golpista.
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Nesta quinta-feira, 9, o juiz da Suprema Corte ordenou que os advogados de Martins deixassem o caso, o qual iria para a Defensoria Pública da União. Já nesta sexta-feira, 10, Moraes recuou sobre a decisão, mas o comentário de Glenn ocorreu anteriormente.
Entre todos os piores abusos de Moraes está seu comportamento no caso de Filipe Martins. Isso inclui prender Martins por 5 meses com base em uma falsidade óbvia.
— Glenn Greenwald (@ggreenwald) October 10, 2025
Ele tem uma obsessão por Martins que produz um comportamento tirânico até mesmo para os baixos padrões de Moraes. https://t.co/PvwfSY5Lw8
“Entre todos os piores abusos de Moraes está seu comportamento no caso de Filipe Martins”, escreveu Greenwald, ao compartilhar o tuíte do advogado de Martins, Jeffrey Chiquini. “Isso inclui prender Martins por cinco meses com base em uma falsidade óbvia. Ele tem uma obsessão por Martins que produz um comportamento tirânico até mesmo para os baixos padrões de Moraes.”
Chiquini afirmou que a decisão inicial de Moraes era “arbitrária” e que as ações do magistrado “rasgam os livros de Direito Processual Penal e Direito Constitucional”. Outros juristas usaram as redes sociais para contrapor o entendimento do juiz do STF, o qual classificaram como “ilegal”.
Decisões de Moraes sobre Martins no STF

Em agosto de 2024, Moraes revogou a prisão preventiva de Martins e substituiu a medida por cautelares alternativas. Entre as restrições impostas, estavam o uso de tornozeleira eletrônica, a entrega do passaporte, a proibição de utilizar redes sociais e a vedação de contato com outros investigados no inquérito.
No início de 2025, Moraes cobrou da Justiça do Paraná informações detalhadas sobre o cumprimento dessas medidas cautelares. A determinação envolvia a verificação do uso da tornozeleira, o comparecimento periódico à Justiça e o respeito às restrições impostas, como a proibição de uso das redes sociais.
Ainda em abril de 2025, o ministro multou Martins em R$ 20 mil depois de ele aparecer em um vídeo nas redes sociais. A aparição foi considerada descumprimento direto da ordem judicial que proibia qualquer interação do investigado nesse ambiente. Moraes deu a ele prazo de 24 horas para explicações, sob risco de conversão das cautelares em prisão.
Na mesma época, a defesa de Martins pediu autorização para circular livremente em Brasília durante o julgamento da denúncia apresentada pela PGR. Moraes negou o pedido e limitou seus deslocamentos ao trajeto entre o aeroporto, o hotel e o STF.
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O ministro também rejeitou solicitação da defesa para ter acesso aos dados de geolocalização do celular do ex-assessor. Para Moraes, o material não teria pertinência com a fase processual em curso.
Por fim, Moraes autorizou que Martins acompanhasse presencialmente a sessão da 1ª Turma do STF, que analisa a denúncia contra ele. Contudo, impôs condições rígidas: o deslocamento deveria ser restrito e não poderia haver registro em vídeo de suas movimentações na capital federal.
Ele queria manipular o Martins ,porém foi ridicularizado 🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇺🇲🇺🇲🇺🇲🇺🇲🇳🇮🇳🇮🇺🇸🇺🇸🇺🇦🇦🇷🇬🇧🇬🇧🇮🇱🇮🇱🇺🇾🇺🇾🇺🇾