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Política

Gleisi é notificada e apaga post com acusação contra técnico Cuca

Petista havia acusado o treinador de estupro, caso cuja condenação foi anulada

gleisi lula mídia
Gleisi Hoffmann fez publicações contra o novo técnico do Athletico Paranaense | Foto: PT no Senado/ Alessandra Dantas

A presidente nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), deletou uma publicação no Twitter/X, feita na segunda-feira 4, na qual criticava a contratação de Cuca como treinador pelo Athletico Paranaense. No tuíte original, a deputada acusava o treinador de estupro na Suíça.

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Cuca respondeu com uma interpelação extrajudicial, destacando que as alegações da parlamentar eram “inverídicas e equivocadas”. No documento enviado a Gleisi, foi estipulado um prazo de duas horas para a remoção do post das redes sociais.

Os advogados de Cuca ressaltaram que o julgamento contra ele foi anulado, e as acusações da deputada podem “induzir a erro” seus seguidores.

Veja a notificação encaminhada para Gleisi: 

Comunicação extrajudicial enviada para Gleisi Hoffmann | Foto: Divulgação/ Gleisi Hoffmann

Em uma nova publicação, Gleisi comunicou o recebimento da notificação, apagou o post original e reescreveu a mensagem. Na nova postagem, voltou a criticar a contratação do técnico, mas sem mencionar a palavra estupro.

“Esta situação nos faz relembrar dos recentes casos de Robinho e Daniel Alves. Embora sua condenação tenha sido anulada recentemente, consta no processo a afirmação de que havia sêmen de Cuca no corpo da vítima! Nos preocupa muito essa situação, porque o futebol serve de inspiração e referência para tantas crianças.”

Entenda o caso que envolve o técnico Cuca

Cuca | Em 22 de novembro do ano passado, a juíza Bettina Bochsler aceitou a argumentação da defesa de Cuca de que o técnico fora condenado à revelia, sem representação legal | Foto: Reprodução/Atlético-MG
Em 22 de novembro do ano passado, a juíza Bettina Bochsler aceitou a argumentação da defesa de Cuca de que o técnico fora condenado à revelia, sem representação legal | Foto: Reprodução/Atlético-MG

O episódio remonta a uma excursão do Grêmio à Europa, onde Cuca, então jogador do clube gaúcho, junto com Eduardo Hamester, Henrique Etges e Fernando Castoldi, foi detido por suposto sexo não consensual com uma jovem de 13 anos. Depois de um mês, os quatro foram liberados.

+ Justiça anula condenação de Cuca por estupro na Suíça

Em 1989, os atletas foram condenados a 15 meses de prisão e multa, mas não tiveram representação legal no processo, segundo a defesa. Os jogadores não voltaram ao país e não cumpriram a pena. 

Em 22 de novembro de 2023, a juíza Bettina Bochsler aceitou a argumentação da defesa de Cuca de que o técnico fora condenado à revelia, sem representação legal. Os advogados defendiam a realização de um novo julgamento.

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O Ministério Público da Suíça alegou, no entanto, que não haveria um novo julgamento, visto que o crime estava prescrito. Por isso, o órgão sugeriu a anulação da pena e a extinção do processo.

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5 comentários
  1. Elias
    Elias

    Essa coisa está se metendo em um terreno que ela não conece.
    Moral,bons costumes, exemplo aos mais novos e decência!!!
    Não abono ninguém mas ela não temmoral nenhuma para falar sobre isso!!!

  2. carlos roberto de moura
    carlos roberto de moura

    “Toda solidariedade, companheiro! …” foram as palavras dessa senhora dirigidas ao padre Júlio Lancellotti.

  3. cesar luis conterno
    cesar luis conterno

    A politica também serve de referência para nossas crianças, e vc é uma vergonha em todos os sentidos fora tudo o resto que não da nem para comentar.

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