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Política

Gilmar Mendes vota para liberar participação de crianças em paradas gay

Está em julgamento no STF a anulação de uma lei do Amazonas que proíbe a presença de crianças em eventos do tipo

Ministro Gilmar Mendes, durante sessão plenária do STF | Foto: Ton Molina/STF
Gilmar também comentou a situação de Alexandre Ramagem (PL-RJ), Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Carla Zambelli (PL-SP) | Foto: Ton Molina/STF

Uma possível decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) pode alterar o entendimento sobre a participação de menores em paradas gay em todo o país. Até o momento, quatro ministros já votaram para anular uma lei do Amazonas que impede a presença de crianças e adolescentes nesses eventos.

A legislação amazonense, sancionada em 2023, obriga pais, responsáveis e organizadores a impedirem o acesso de menores às paradas, sob pena de multa de até R$ 10 mil por hora de exposição considerada inadequada. O texto menciona os riscos de exposição à nudez e manifestações eróticas em manifestações do tipo.

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A norma tem como base o Estatuto da Criança e do Adolescente, que prevê punições para quem facilitar o contato de crianças com material sexual. A exceção para a presença das crianças em paradas gay acontece apenas mediante autorização judicial prévia.

Parada gay na Avenida Paulista
Parada gay na Avenida Paulista | Foto: Shutterstock

Os grupos Aliança Nacional LGBTI+, Associação Brasileira de Famílias Homotransafetivas e o Partido Democrático Trabalhista (PDT) apresentaram o questionamento ao STF. As entidades alegam que a lei promove discriminação contra jovens que não seguem padrões tradicionais e seria um exemplo de preconceito velado.

“Ainda que eventualmente ocorram atos isolados que possam ser considerados incompatíveis com o pudor público, são atos isolados e que não podem ser generalizados a toda a manifestação”, afirmou o PDT, a respeito de manifestações eróticas e de nudez.

O relator, ministro Gilmar Mendes, classificou a lei estadual como instrumento de reforço a estigmas e exclusão social. “Proibir a ida de crianças e adolescentes à Parada do Orgulho LGBTQIAPN+ significa, em uma medida substancial, vedar o próprio pluralismo que orienta nosso texto constitucional, pois impede o contato e o convívio com o diferente.”

Alexandre de Moraes, Edson Fachin e Cármen Lúcia também votaram a favor da derrubada da lei. Eles não fizeram um voto escrito, apenas acompanharam o relator. O julgamento está sendo realizado, em sessão remota, e termina às 23h59 desta sexta-feira, 8.

Até o momento, sete ministros ainda não apresentaram seus votos. Caso dois deles acompanhem Gilmar Mendes, estará formada a maioria para declarar a lei inconstitucional. Com esse entendimento, normas semelhantes em outros Estados poderiam ser facilmente anuladas pelo STF.

AGU e PGR discordam sobre ida de crianças a paradas gay

A Advocacia-Geral da União, vinculada ao governo Lula, manifestou apoio à derrubada da lei em parecer enviado em fevereiro do ano passado. O órgão argumentou que apenas o governo federal pode legislar sobre o tema.

jorge messias
O ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias | Foto: Renato Menezes/AGU

“A proteção conferida pelo regramento federal ampara, adequadamente, a liberdade, a integridade e a dignidade de crianças e adolescentes, não havendo espaço para disciplinamento a esse respeito em âmbito estadual”, diz o parecer, assinado pelos advogados públicos Flávio José Roman, Isadora Maria Belém Rocha Cartaxo de Arruda e Christina Foltran Scucato.

Já a Assembleia Legislativa do Amazonas defendeu a constitucionalidade da lei, destacando o dever de proteger crianças de exposição precoce a sexualidade, nudez ou conteúdos inadequados.

“Crianças e adolescentes, por serem pessoas de formação, demandam por parte da família, da sociedade e do Estado cuidado com a exposição precoce a sexualidade, nudez e músicas e vídeos inapropriados”, afirma o órgão. “Esta preocupação é destacada na Constituição da República de 1988 e no Estatuto da Criança e do Adolescente.”

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também sustentou a validade da lei. Ele afirma que manifestações de sensualidade e erotismo são esperadas nesses eventos e que tais temas são próprios do universo adulto. Gonet mencionou normas do Ministério da Justiça que desaconselham conteúdos sexuais para menores de 18 anos e consideram danças eróticas inadequadas para menores de 14 anos.

“A participação ativa de menores nessas reuniões torna crianças e adolescentes partes integrantes da manifestação, cercadas por adultos que reivindicam e expressam mensagens sobre orientação sexual, num quadro em que o exercício da plena autonomia do sujeito ainda depende de mais amadurecido desenvolvimento psicossocial”, diz o parecer da PGR.

9 comentários
  1. Sergio Dias
    Sergio Dias

    Doutor Sapulha… Pára de caô, e vai cuidar do seu rabo, que vai levar um supositório de Magnitsky em breve!!!
    Tire a mão das crianças, seus pervertidos do Satanás!!!

  2. Augusto de Resende Filho
    Augusto de Resende Filho

    Completamente descompensado, então começa a liberar seus netos e bisnetos. Está insano, e seriamente com alteração nas faculdades mentais. Precisa sim de um psiquiatra freudiano.

  3. João Luis Senson
    João Luis Senson

    Pedófilo filho da puta, ele gosta disso, onde esta a CONSTITUIÇÃO?

  4. FLAVIO AUGUSTO ROSSI
    FLAVIO AUGUSTO ROSSI

    O sapo português está implorando pelo mesmo presente do Xandercleison .
    Seria uma benção pro país !

  5. Paulo Sérgio Gusson
    Paulo Sérgio Gusson

    Filho da puta , escroto , lixo , gostaria de entrar com vc em uma luta UFC em um ringue para te encher de porrada seu filho da puta e tenho 72 anos .

    1. João Luis Senson
      João Luis Senson

      Parabéns, eu queria assistir a essa luta….kkkkkk valeu

  6. fabio de souza arcas
    fabio de souza arcas

    Um mundo de orgia é isso que eles querem? Adolescente não pode trabalhar mas podem participar de eventos onde a sexualização é manifestada livremente.

    1. Oldair Dorigon Bianco
      Oldair Dorigon Bianco

      Ser abjeto, nojento, pulha… leva teus netos lá bençola.

  7. Luiz fernando Chalet ferreira
    Luiz fernando Chalet ferreira

    Segundo Gilmar , o adolescente pode sim , votar, assistir parada gay, etc… Só não pode ser preso

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