O decano do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, afirmou que ouviu do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, o relato de que “32 ou 34 parlamentares da Assembleia recebiam mesada do jogo do bicho” no Rio de Janeiro, sem apresentar provas da declaração.
A fala ocorreu durante sessão desta quinta-feira, 9, que discute se a eleição para o mandato-tampão no Rio de Janeiro deve ser direta ou indireta. O julgamento foi suspenso depois de pedido de vista do ministro Flávio Dino.
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“O presidente da Assembleia está preso. Eu conversava com o diretor da Polícia Federal que dizia que 32 ou 34 parlamentares recebiam mesada do jogo do bicho”, afirmou o decano. “Deus tenha piedade do Rio de Janeiro.”
VÍDEO: Durante a discussão no STF da sucessão no Rio, o ministro Gilmar Mendes reclamou da demora do TSE para finalizar o caso, sugerindo que políticos influenciaram o tribunal, e citou também que diretor da PF lhe contou que 32 deputados na ALERJ recebem mesada do Jogo do Bicho pic.twitter.com/CHVAMlHLfP
— Rodrigo Luis Veloso (@rodrigoluisvelo) April 9, 2026
O ministro também afirmou que o contexto não deve orientar a decisão jurídica, mas ser considerado diante da crise institucional no Estado. Em outro momento, afirmou que o Rio estaria “longe de Deus” e “próximo das milícias e do crime”.
Julgamento sobre o RJ travado
Antes da declaração, Flávio Dino pediu vista e defendeu que o STF aguarde a conclusão do julgamento do ex-governador Cláudio Castro (PL) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo ele, o acórdão, ainda não publicado, pode esclarecer pontos centrais do caso.
Apesar disso, o ministro André Mendonça antecipou seu voto e se posicionou a favor de eleições indiretas, citando a necessidade de evitar indefinição política no Estado.
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A presidente do TSE, Cármen Lúcia, afirmou que houve atuação indevida do STF ao analisar o caso antes da conclusão do tribunal eleitoral. Já Cristiano Zanin defendeu eleições diretas, enquanto Luiz Fux apoiou a escolha indireta.
Dino informou que devolverá o processo ao plenário assim que o TSE publicar a decisão final, prevista para a próxima semana.
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Agora já se sabe de onde sai os tais de vazamento. Gilmar ouviu e contou no plenário algo que poderia ser sigiloso.