publicidade
Política

Gilmar Mendes anuncia acordo com jornalistas que processou

Acerto prevê que Octávio Costa e Tábata Viapiana paguem uma multa de R$ 10 mil

Ministro Gilmar Mendes, do STF | Foto: Andressa Anholete/STF
Ministro Gilmar Mendes, do STF | Foto: Andressa Anholete/STF

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), anunciou acordo com os jornalistas Octávio Costa e Tábata Viapiana, da revista Isto É. O magistrado os processou em março de 2018, em razão de uma matéria que abordou a venda de uma universidade da família do ministro para o governo de Minas Gerais, em 2013.

A reportagem, intitulada “Negócio suspeito”, foi publicada em 2017. A 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça classificou a matéria como “irresponsável”. Por causa disso, condenou os jornalistas a pagarem uma indenização de R$ 150 mil ao ministro.

Depois de abrir o processo contra os jornalistas, Gilmar Mendes falou em liberdade de imprensa

O acordo entre o magistrado e os jornalistas prevê uma retratação escrita e a doação, pela revista e pelos jornalistas, de R$ 10 mil ao Instituto Migrações e Direitos Humanos. Ao comentar o acordo nas redes sociais, Gilmar afirmou que a liberdade de imprensa “sempre deve ser exercida com responsabilidade”.

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

No X, juristas criticaram duramente a declaração de Gilmar Mendes. O advogado Enio Viterbo, por exemplo, afirmou que o processo movido pelo ministro contra os jornalistas “não tem fundamento”.

Para Viterbo, a intenção do magistrado não é buscar Justiça, mas intimidar, calar e tentar asfixiar financeiramente e psicologicamente as pessoas que são alvo.

“O recado do magistrado” 

Ainda conforme o advogado, a declaração do ministro ao afirmar que os jornalistas concordaram em se retratar e pagar a multa não é apenas uma postagem nas redes sociais, mas um recado para a imprensa.

Ivanildo Terceiro, diretor de marketing da instituição Estudantes pela Liberdade, também criticou o ministro. “Gilmar, só faltou você dizer que os jornalistas ganharam na primeira e segunda instância, só perderam quando o processo foi para o Superior Tribunal de Justiça, em Brasília, o que resultou em uma condenação de R$ 150 mil.”

1 comentário
  1. Rubens Mário Mazzini Rodrigues
    Rubens Mário Mazzini Rodrigues

    Mas, afinal, o tal negócio foi ou não foi “suspeito”. Acredito que um Ministro de Suprema Corte ter negócios privados – sendo que até onde se sabe não é o único – é algo ilegal, ou não? O objetivo é obviamente intimidar e calar a imprensa para que não revelem os outros negócios “suspeitos” do ministro, como os que tem em Portugal. Mas, deixa estar, a Magnitsky deve dar um jeito nisso em breve.

Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.