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Política

General Heleno começa a cumprir prisão domiciliar

A defesa solicitou a prisão domiciliar citando o agravamento do quadro de saúde, argumento respaldado por laudos médicos entregues ao STF

Heleno solução TSE
De acordo com a decisão, Heleno deve entregar todos os passaportes e terá suspensos os documentos de porte de arma e de CAC | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Com a autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o general Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do governo Bolsonaro, deixou o Comando Militar do Planalto para cumprir prisão domiciliar.

A medida foi determinada nesta segunda-feira 22. Moraes estabeleceu o uso de tornozeleira eletrônica e impôs diversas restrições.

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O general, condenado a 21 anos de prisão por suposta participação no que vem sendo chamado de “trama golpista”, alegou ter diagnóstico de Alzheimer desde 2018.

A defesa solicitou a prisão domiciliar ao citar o agravamento do quadro de saúde, argumento respaldado por laudos médicos entregues ao STF.

Restrições e condições da prisão domiciliar

De acordo com a decisão, Heleno deve entregar todos os passaportes e terá suspensos os documentos de porte de arma e de CAC.

Ele só poderá receber visitas de advogados, médicos e pessoas autorizadas pelo Supremo. Comunicações por telefone, celular ou redes sociais estão proibidas.

Leia também: “E os R$ 129 milhões”, artigo de Eugênio Esber publicado na Edição 301 da Revista Oeste

O laudo pericial apresentado nesta segunda-feira 22, confirmou Alzheimer em estágio inicial, e destacou limitações cognitivas, com piora de memória, orientação, linguagem e raciocínio.

O relatório médico indicou ainda que a permanência em ambiente carcerário aceleraria o declínio cognitivo do ex-ministro.

PGR deu parecer favorável ao general Augusto Heleno

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, manifestou-se favorável à medida, ressaltando que “as circunstâncias postas indicam a necessidade de reavaliação da situação do custodiado” e que a prisão domiciliar é proporcional à idade e ao estado de saúde de Heleno.

A decisão de Moraes prevê que qualquer descumprimento das regras ou das medidas alternativas resultará no retorno imediato ao regime fechado.

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Além disso, Heleno precisará de autorização prévia para deslocamentos por motivos de saúde, excetuadas situações de urgência, que ele deverá justificar em até 48 horas.

Em nota, o advogado Matheus Mayer Milanez afirmou que “a decisão representa o reconhecimento da necessidade de observância dos direitos fundamentais, especialmente o direito à saúde e à dignidade da pessoa humana”, e confirmou o compromisso do general de cumprir as medidas imposta e permanecer ao lado da família.

1 comentário
  1. David S
    David S

    Tudo isto aconteceu, porque temos um Supremo Tribunal Militar (stm) de araque, somado a um exército comprometido até o pescoço, não há outra explicação.
    São ideológicos , o que não devia… .

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