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Política

'Fux destruiu as mentiras de Moraes, Dino e Gilmar', diz Chiquini

Para o advogado, a decisão majoritária da Corte representa um obstáculo à continuidade das investigações contra fraudes no INSS

jeffrey chiquini
O advogado Jeffrey Chiquini, durante entrevista ao programa Oeste sem Filtro | Foto: Revista Oeste

O advogado Jeffrey Chiquini afirmou que o ministro Luiz Fux contrariou colegas do Supremo Tribunal Federal (STF) ao defender a possibilidade da prorrogação da Comissão Parlamentar Mistas de Inquérito do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Em seu voto, Fux citou precedentes recentes, como a CPMI das Fake News e a CPI da Covid, para sustentar que a extensão do prazo dessas comissões já ocorreu no país. A tese contrária — de que a prorrogação seria inconstitucional — foi adotada por ministros como Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Flávio Dino no caso da CPMI do INSS.

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Ao relembrar um desses casos, o ministro mencionou uma decisão de 2020 que rejeitou um pedido do então deputado Eduardo Bolsonaro para barrar a prorrogação da CPMI das Fake News. O relator da ação foi Gilmar Mendes.

Durante a sessão, Fux evitou citar o nome do colega. Gilmar, porém, interveio e afirmou que não havia motivo para constrangimento. A troca evidenciou o contraste entre os dois ministros, que adotaram posições opostas no julgamento desta quinta-feira.

Fux votou a favor da prorrogação da CPMI do INSS, enquanto Gilmar se posicionou contra. Ao resgatar o precedente de 2020, o ministro argumentou que, ao não invalidar a extensão da CPMI das Fake News, o STF acabou permitindo, na prática, a continuidade dos trabalhos da comissão.

A visão de Chiquini sobre o fim da CPMI do INSS

Sessão da CPMI do INSS
Sessão da CPMI do INSS | Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

Segundo Chiquini, a CPMI do INSS, voltada à investigação de descontos em benefícios de aposentados e pensionistas, teria avançado sobre temas relacionados ao chamado caso Banco Master. Para ele, esse desdobramento ajudaria a explicar a resistência à prorrogação da comissão.

O advogado também afirmou que a rejeição do pedido pode limitar o alcance das investigações em curso. Ele ressaltou que apurações seguem em andamento na Polícia Federal e mencionou que o ministro André Mendonça é relator de procedimentos ligados ao tema no STF.

Ao comentar o cenário, Chiquini avaliou que a decisão majoritária da Corte representa um obstáculo à continuidade das investigações e criticou o entendimento adotado por parte dos ministros.

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