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Política

Frente Antiwoke avança na Câmara Municipal de São Paulo

A resolução, que foi aceita com 6 votos favoráveis e 3 contrários, segue em tramitação na Casa

Frente Parlamentar Antiwoke
Proposta foi aprovada com 6 votos favoráveis e 3 contrários | Foto: Richard Lourenço/Rede Câmara SP

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Municipal de São Paulo aprovou, nesta quarta-feira, 25, o projeto de resolução que cria a Frente Parlamentar Antiwoke. A proposta recebeu 6 votos favoráveis e 3 contrários.

A proposta é de autoria do vereador Lucas Pavanato (PL), com coautoria de Rubinho Nunes (União), Sonaira Fernandes (PL) e Adrilles Jorge (União). O texto prevê promover valores cristãos, monitorar projetos ligados ao movimento woke e propor medidas contra o que chamam de “excessos ideológicos”.

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O que é a Frente Parlamentar Antiwoke

Woke vem do inglês wake, despertar. O Dicionário Cambridge define como estar atento a problemas sociais, como racismo e desigualdade.

No dicionário Oxford, o termo também aparece na sua forma crítica. De acordo com a definição, ele é usado para indicar desaprovação de pessoas que consideram exagerada a atenção dada a esses temas. Nesse contexto, críticos associam o termo woke a pautas “progressistas“.

Woke, além da tradução literal do pretérito perfeito ‘acordei’, se tornou uma gíria norte-americana que indica certa ‘consciência’ das lutas de ‘minorias’ | Foto: Reprodução/Redes sociais
Woke, além da tradução literal do pretérito perfeito ‘acordei’, se tornou uma gíria norte-americana que indica certa ‘consciência’ das lutas de ‘minorias’ | Foto: Reprodução/Redes sociais

Pavanato explicou que a palavra woke está relacionada a narrativas e linhas de pensamento como a militância LGBT, ideologia de gênero, feminismo e aborto.

“A Frente Parlamentar busca impedir os avanços dessa ideologia nefasta, preservando o direito à liberdade de expressão”, disse Pavanato. “O caráter suprapartidário da Frente Parlamentar Antiwoke garante sua ampla representatividade e permite o melhor desenvolvimento de propostas equilibradas e respeitosas à pluralidade da sociedade paulistana.”

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Votaram a favor Dr. Milton Ferreira (Podemos), Janaina Paschoal (PP), Sandra Santana (MDB), Sansão Pereira (Republicanos), Silvão Leite (União) e Lucas Pavanato (PL). Foram contrários Luna Zarattini (PT), Silvia da Bancada Feminista (Psol) e Thammy Miranda (PSD).

O projeto ainda passará pelas comissões de Administração Pública e de Finanças e Orçamento antes de seguir ao plenário. Caso seja aprovado, a Frente Parlamentar Antiwoke será instalada oficialmente na Câmara Municipal de São Paulo.

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