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Política

Forças Armadas não são 'poder moderador'

Liminar do ministro Luiz Fux, do STF, determina que Exército, Marinha e Aeronáutica têm poder limitado e não podem atuar como poder moderador

Liminar do ministro Luiz Fux, do STF, determina que Exército, Marinha e Aeronáutica têm poder limitado e não podem atuar como poder moderador

Ministro Luiz Fux, do STF, delimitou a atuação das Forças Armadas

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu que as Forças Armadas não são “poder moderador”. O Exército, a Marinha e a Aeronáutica não podem, portanto, interferir no funcionamento dos Três Poderes sem autorização para tal. A liminar, deferida nesta sexta-feira, 12, atende a uma demanda do PDT.

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O partido pediu que o STF interpretasse o artigo 142 da Constituição. O dispositivo trata sobre as Forças Armadas. “São instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem”, informa.

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O artigo 142 vem sendo usado em um recente contexto político. Em março, o jurista Ives Gandra Martins avaliou que as Forças Armadas poderiam intervir para solucionar um impasse entre os Poderes. A interpretação dele para o dispositivo constitucional é que o Exército, a Marinha e a Aeronáutica poderiam atuar como “poder moderador”.

A discussão ganhou ainda mais força depois que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorizou uma operação contra fake news. Os alvos do inquérito são aliados do presidente Jair Bolsonaro. O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) ponderou, então, que as Forças Armadas poderiam ser o “poder moderador”. E citou a interpretação feita por Martins.

Harmonia

A liminar de Fux, portanto, nega o uso das Forças Armadas para restabelecer a harmonia entre os Poderes, como sugeriu Eduardo. “A prerrogativa do presidente da República de autorizar o emprego das Forças Armadas, por iniciativa própria ou em atendimento a pedido manifestado por quaisquer dos outros poderes constitucionais, não pode ser exercida contra os próprios poderes entre si”, destacou.

O ministro destacou, ainda, que “a chefia das Forças Armadas é poder limitado”. “Excluindo-se qualquer interpretação que permita sua utilização para indevidas intromissões no independente funcionamento dos outros poderes”, ponderou.

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9 comentários
  1. Carlos Ferreira dos Santos Junior
    Carlos Ferreira dos Santos Junior

    Era uma vez.

    A caneta mágica do mago Fux fez plin-plin e as balas de fuzis viraram pirulitos e os tanques de guerra belas charretes.

    Os militares malvados e seu chefe supremo ficaram tristes e se renderam.

    Festa no reino encantado do STF onde lagostas e vinhos foram servidos.

  2. Marco Antônio Peres
    Marco Antônio Peres

    Estamos na eminência do PR não governar mais, do jeito que está não pode ficar, ou vai ou racha!

  3. CarlosCarvalho Teixeira
    CarlosCarvalho Teixeira

    A decisão do Sr ministro deve valer até que no futo próximo eles precisem delas “forças armadas” ai eles mudam tudo . Acho que já vi esse filme antes!

  4. Julio José Pinto Eira Velha
    Julio José Pinto Eira Velha

    Agora virou moda, um partido de oposição manda, e o STF obedece.

  5. Alberto Garcia Filho
    Alberto Garcia Filho

    O mesmo CANALHÍSSIMO que se ajoelhou e beijou os pés de uma ora condenada, em agradecimento aos “préstimos”recebidos (espôsa do ex-governador condenado a mais de 200 anos de prisão, Sérgio Cabral), é o mesmo que caga regra sobre o Artigo 142. Sou muito mais a opinião do Professor Gandra do que essa “decisão” monocráticca (mais uma ) de mais um “Deus” integrante dessa coisa que se chama “stf”. VAI TER QUE SER NA MARRA!

    1. Brasiliano
      Brasiliano

      O STF é o poder absoluto!
      O pior inimigo é aquele que não tem mais nada a perder!
      Cuidado ministros! A corda está começando a esticar em demasia!

  6. RENATO
    RENATO

    Entendi, como já está patente o STF está acima do bem e do mal e, ao invés da nação, só devem satisfação àqueles que os indicaram nos últimos 24 anos.

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