Ao conversar com a imprensa depois de almoçar com empresários na capital paulista em 17 de dezembro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se apresentou como a versão de um “Bolsonaro mais moderado” na intenção de disputar a Presidência da República. Se essa estratégia seguir adiante, o parlamentar terá grandes chances de, em outubro, ser eleito o próximo presidente do Brasil. É o que avalia o diretor-presidente do instituto Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo.
“Esse discurso do ‘Bolsonaro moderado’ tem tudo para dar certo”, disse Hidalgo, ao responder a uma pergunta formulada pelo jornalista Augusto Nunes, durante entrevista concedida ao programa Oeste Sem Filtro desta quinta-feira, 29. “Mas é uma maratona. Precisa ver se ele consegue ficar moderado até o final [da campanha eleitoral]. Se ele seguir assim, tem chance de êxito.”
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Uma vez seguindo adiante com a estratégia de se mostrar alguém mais ponderado do que o seu pai, o senador tem potencial para conquistar votos de quem não foi eleitor do ex-presidente Jair Bolsonaro, observou o executivo do Paraná Pesquisas. “Tem que tentar ser diferente [do ex-presidente] nos pontos negativos”, analisou Hidalgo, ao responder à indagação da âncora Paula Leal.
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À interpelação feita pelo comentarista Adalberto Piotto, o entrevistado ressaltou que a parcela dos eleitores “nem-nem”, que não se identificam nem como de esquerda nem como de direita, não chega a 30%. De acordo com ele, a tendência é ter segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador do PL. “Muito difícil o Lula fazer menos de 35% e o Flávio ficar abaixo dos 30%”, disse Hidalgo. “Para ter sucesso, uma candidatura de terceira vai ter que acertar muito, enquanto Lula e Flávio terão de fazer campanhas desastrosas, com muitas agressões e níveis muito baixo.”
Na interação com o analista André Marsiglia, o diretor-presidente do Paraná Pesquisas afirmou que o filho mais velho de Jair Bolsonaro pode contar com outro item a seu favor: a alta rejeição de Lula. Mais cedo, o instituto divulgou levantamento no qual o governo petista aparece com 50,6% de desaprovação.
Flávio “Bolsonaro moderado” x Lula “paz e amor”
Ao responder à pergunta feita pelo comentarista Rodrigo Constantino, Murilo Hidalgo ressaltou que, para enfrentar um “Bolsonaro moderado”, Lula irá mais uma vez se apresentar aos eleitores brasileiros em sua versão “paz e amor”.
Assista, abaixo, a íntegra do Oeste Sem Filtro desta quinta-feira:
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