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Política

Flávio Bolsonaro assina pedido de impeachment de Toffoli

Texto foi apresentado ainda em janeiro, no rastro do escândalo do Banco Master

O senador Flávio Bolsonaro (PL) participa do Programa do Ratinho, nos estúdios do SBT, em Osasco (SP) - 15/12/025 | Foto: Francisco Cepeda/Estadão Conteúdo
O senador Flávio Bolsonaro (PL) participa do Programa do Ratinho, nos estúdios do SBT, em Osasco (SP) - 15/12/025 | Foto: Francisco Cepeda/Estadão Conteúdo

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República nas eleições deste ano, assinou um pedido de impeachment contra o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O texto, que conta com o apoio dos senadores Magno Malta (PL-ES), Eduardo Girão (Novo-CE) e Damares Alves (Republicanos-DF), foi protocolado no Senado ainda em janeiro. Confira a lista dos signatários.

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O movimento ocorre no rastro do escândalo do Banco Master, que ganhou novo capítulo nesta semana: Toffoli acabou afastado da relatoria do processo, depois de a Polícia Federal (PF) identificar o nome do ministro em dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro, ex-controlador do banco. Depois da saída de Toffoli, o caso foi redistribuído e ficou com o ministro André Mendonça.

A Constituição prevê que cabe ao Senado processar e julgar ministros do STF por crimes de responsabilidade, tipificados na Lei 1.079/1950. Na prática, o pedido é apresentado ao Senado e passa por etapas internas previstas no regimento e na legislação; se avançar até o julgamento, a condenação exige dois terços dos votos. Hoje, quem preside o Senado é Davi Alcolumbre (União-AP), eleito para mandato até 2027.

Entenda o caso Master

O escândalo tem origem na expansão agressiva do banco pós-2018, quando carteiras de crédito passaram de R$ 1,4 bilhão para mais de R$ 40 bilhões em poucos anos com produtos financeiros que prometiam rendimentos acima do mercado. A estratégia levou a uma crise de liquidez e, segundo investigações da PF e do Banco Central, pode ter envolvido manipulação contábil e criação de ativos sem lastro.

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A Operação Compliance Zero, deflagrada em novembro de 2025 e com fases sucessivas em dezembro e janeiro, tornou-se a principal linha de investigação para apurar gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e organização criminosa em torno da instituição.

O caso transbordou da esfera financeira para a política nacional. Reportagens revelaram que:

Os números do escândalo

Quando foi liquidado, o Master tinha menos de 1% dos ativos do sistema financeiro brasileiro. Contudo, sua queda provocou um efeito de contágio importante. O Fundo Garantidor de Créditos foi acionado para ressarcir mais de 800 mil investidores, com estimativas de desembolso que podem superar R$ 40 bilhões — o maior valor pago na história do fundo.

O escândalo do Master se tornou um nó político porque reuniu:

  • Acusações de fraudes bilionárias;
  • Investigações da Polícia Federal;
  • Liquidação ordenada pelo Banco Central;
  • Pressões sobre o Supremo;
  • Manobras no Congresso; e
  • Ligação com nomes do Executivo.

Leia também: “Sem saída”, reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 309 da Revista Oeste

2 comentários
  1. Sérgio Tostes de Escobar
    Sérgio Tostes de Escobar

    Ok, tá certo! Toffoli é corrupto, já sabíamos há muito tempo, entretanto não podemos esquecer do pior deles, o Xandão ⚖️👹🤮🤔🤨💸💸💰

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