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Política

Filipe Barros convoca diretores da Abin e da PF para audiência

Presidente da Comissão de Inteligência da Câmara quer respostas sobre avanço das facções

Filipe Barros
O deputado Filipe Barros (PL-PR), presidente da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência (CCAI) da Câmara | Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

O deputado Filipe Barros (PL-PR), presidente da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência (CCAI) da Câmara, convocou uma audiência secreta com as principais autoridades de segurança e inteligência do país. O encontro está marcado para a próxima quarta-feira, 5, e terá como pauta a escalada da criminalidade no Rio de Janeiro e a atuação de facções organizadas com conexões transnacionais.

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“Como presidente da Comissão de Controle de Atividades de Inteligência (CCAI), convoquei sessão para ouvirmos os diretores-gerais da Abin e da PF, além dos secretários de Segurança Pública e das polícias do Rio de Janeiro”, declarou Barros.

A audiência foi convocada por meio de requerimento apresentado por Filipe Barros, que defende o fortalecimento da cooperação entre órgãos federais e estaduais diante da expansão das redes criminosas que atuam no tráfico de drogas, armas e lavagem de dinheiro.

Audiência sobre violência no Rio de Janeiro

Foram convidados o diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Luiz Fernando Corrêa, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e os chefes das polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro, além do secretário estadual de Segurança Pública, Victor Santos.

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A reunião ocorrerá de forma secreta, conforme prevê o artigo 22 da Resolução nº 2/2013 do Congresso Nacional, para garantir o tratamento sigiloso de informações estratégicas.

O documento apresentado por Barros ressalta que a operação policial realizada no Rio de Janeiro, em 28 de outubro, é um “exemplo emblemático da magnitude do desafio” e demonstra a necessidade de “integração entre inteligência estratégica e ação tática” para enfrentar o crime organizado.

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Vista de carro incinerado por traficantes para tentar impedir o acesso de policiais no Complexo da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro - 28/10/2025 | Foto: Pedro Kirilos/Estadão Conteúdo
Vista de carro incinerado por traficantes para tentar impedir o acesso de policiais no Complexo da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro – 28/10/2025 | Foto: Pedro Kirilos/Estadão Conteúdo

“O Brasil enfrenta uma escalada de complexidade no enfrentamento às organizações criminosas, cuja atuação deixou de ser restrita a determinados territórios e passou a transcender fronteiras estaduais e internacionais”, aponta o requerimento.

De acordo com o texto do requerimento, o objetivo da audiência na CCAI é avaliar os protocolos de cooperação, o fluxo de informações e a coordenação operacional entre União, estados e órgãos de inteligência. A meta, segundo Barros, é aperfeiçoar a estrutura institucional de combate às facções e proteger a soberania nacional.

“A presença dos senhores convidados permitirá compreender, em perspectiva técnica e institucional, os avanços obtidos e os desafios persistentes na repressão às facções criminosas, bem como identificar medidas que possam fortalecer a segurança dos cidadãos brasileiros”, afirma o deputado.

Leia também: “Territórios sequestrados”, reportagem de Isabela Jordão e Uiliam Grizafis, na Edição 294 da Revista Oeste

Pacote contra o crime

Além da audiência, Filipe Barros anunciou a apresentação de anunciou um “pacote de ações contra o crime”. O parlamentar pretende votar um conjunto de projetos de lei prioritários sobre segurança pública e combate ao crime organizado na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (Credn), colegiado o qual também preside.

“Na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, preparei um pacote de ações contra o crime, colocando para votar como prioridade projetos de lei que tratam de segurança pública e combate às facções organizadas”, disse.

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Pessoas passam em moto na praça da Vila Cruzeiro ao lado de barricadas que foram colocadas para conter avanço de policiais durante a Operação Contenção | Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Entre as medidas destacadas está o PL das ONGs, que busca regular o repasse de recursos estrangeiros a organizações não governamentais atuantes no Brasil. Segundo Filipe Barros, centenas de ONGs continuam sendo alimentadas por dinheiro estrangeiro para defender o crime organizado”, o que, na avaliação dele, compromete a soberania nacional e o enfrentamento às facções.

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