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Política

Falha do governo brasileiro mantém soltos suspeitos do maior ataque hacker ao Pix

Justiça da Espanha concedeu liberdade provisória a grupo acusado de desviar R$ 800 milhões em ataque realizado em junho de 2025

O Banco Central suspendeu temporariamente seis instituições de pagamento, em razão do ataque hacker na BMP | Foto: Reprodução/Freepik
O Banco Central suspendeu temporariamente seis instituições de pagamento, em razão do ataque hacker na BMP | Foto: Reprodução/Freepik | Foto: Reprodução/Freepik

A Polícia Federal (PF) investiga um erro do governo brasileiro no processo de extradição de suspeitos apontados como responsáveis pelo maior ataque hacker já registrado contra o sistema financeiro nacional. A Justiça da Espanha colocou os investigados em liberdade provisória, porque o Brasil não entregou os documentos necessários dentro do prazo legal.

O caso envolve o ataque ocorrido em 30 de junho de 2025 contra sistemas usados por instituições financeiras para operar transferências via Pix. Segundo a investigação, os criminosos invadiram a estrutura da C&M Software, empresa responsável pela comunicação entre bancos, fintechs e o Sistema de Pagamentos Brasileiro do Banco Central do Brasil.

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A PF afirma que o grupo conseguiu acessar contas usadas para liquidação de operações instantâneas e desviou cerca de R$ 800 milhões. Os investigadores apontam Ítalo Jordi Santos Pireneus, conhecido como “Breu do Pix”, como um dos líderes do esquema.

Também respondem pelas investigações Henrique Magnavita Lins, chamado de Russo; Mateus Medeiros Silva; e Wesley do Nascimento Lopes, conhecido como Spider.

Investigação aponta uso de criptomoedas e empresas de passagem

Segundo a PF, os criminosos espalharam os valores desviados em dezenas de contas bancárias antes de converter parte do dinheiro em criptomoedas para dificultar o rastreamento. Os investigadores estimam que cerca de R$ 600 milhões passaram por operações com criptoativos.

A investigação também revela que um funcionário da C&M Software vendeu credenciais de acesso ao grupo criminoso. A Polícia Civil de São Paulo prendeu o operador de tecnologia em julho. Ele confessou participação no esquema e afirmou que recebeu R$ 15 mil pelo acesso.

A Operação Magna Fraus 2 terminou com 21 presos no Brasil e no exterior, incluindo detenções na Espanha e na Argentina, com apoio da Interpol.

Mesmo com os pedidos de extradição ainda em andamento, a Justiça espanhola concedeu liberdade provisória aos investigados, porque o governo brasileiro não entregou os documentos dentro do prazo previsto pela legislação local.

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2 comentários
  1. daise a.scopiato
    daise a.scopiato

    ERRO DO GOV BRASILEIRO??????????? ELLES NUNCA ERRAM?!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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