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Política

Fachin propõe autocorreção e limites ao protagonismo do STF

Presidente da Corte afirma que ‘o momento chegou’ para recalibrar a atuação do Supremo e reforçar o equilíbrio entre os Poderes

O ministro Edson Fachin e o presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva, durante sessão solene de abertura do Ano Judiciário de 2026 | Foto: Antonio Augusto/STF

Durante a abertura do Ano Judiciário, nesta segunda-feira, 2, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, propôs estabelecer limites ao protagonismo da Corte e disse que o atual momento no STF exige “autocorreção”.

Ao fazer um balanço do desempenho do STF nos últimos anos, Fachin observou que o tribunal foi chamado a decidir sobre vários temas.

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De acordo com ele, ao escolher deliberar a respeito dessas questões, o STF atraiu os holofotes para si. Por isso, o magistrado reconheceu que o protagonismo produziu efeitos negativos.

“A questão é a de saber se já chegou a hora de o tribunal sinalizar, por seus próprios atos, que o momento é outro”, ponderou. “Minha convicção é que esse momento chegou. A fase agora é da retomada plena da construção institucional de longo prazo.”

Fachin disse ainda que os ministros respondem pelas escolhas que fazem, pelas decisões adotadas, pelos casos que priorizam e pela forma como se comunicam.

A fala veio em meio ao escândalo do Master, que pôs o relator do processo do banco no STF, Dias Toffoli, no centro das atenções.

Retomada institucional do STF

O magistrado também afirmou que o cenário exige “ponderações e autocorreção”.

Nesse ponto, defendeu um “reencontro com o sentido essencial da República” e da convivência harmônica e independente entre as instituições.

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Fachin disse ainda que a pressão por demandas sociais é estrutural nas democracias, mas que, em condições normais, essas demandas devem ser resolvidas pelo Executivo e Legislativo.

Segundo ele, quando esses “canais se enfraquecem, a pressão institucional se desloca”, o que impacta a atuação do Judiciário.

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Fachin acrescentou que o STF precisa ser “forte o suficiente para não precisar fazer tudo”.

Segundo o magistrado, o desafio do momento não é apenas agir, porém “calibrar” a atuação da Corte, com foco na segurança jurídica.

O presidente do STF concluiu o discurso ao reafirmar o compromisso com a “observância da Constituição e a separação entre os Poderes”.

Leia também: “O PT morrerá com Lula”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 307 da Revista Oeste

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8 comentários
  1. Brasileiro
    Brasileiro

    Não é autocorrecao ou código de ética. É lei da magistratura, código penal e cadeia para alguns.

  2. jose luiz Corte
    jose luiz Corte

    Começou muito mal, nomeando Carmem Lucia para elaborar o tal código de ética., já que ela não age por vontade própria, sempre vai na onda de Gilmar Mendes e Moraes.

  3. JOSE ROBERTO CARRARA
    JOSE ROBERTO CARRARA

    iniciou o fim da lava jato, libertou o atual pseudo presidente, proibiu a policia de subir no morro, vai ter que se esforçar para deixar um legado…..

  4. Josué Sehnem
    Josué Sehnem

    Me permitam discordar, Fachin sempre me pareceu sóbrio e correto em suas decisões, tanto que é um dos únicos querendo impor o código de ética no STF.

    Tem meu apoio, discordo dele em algumas coisas, mas é um homem sério antes de tudo.

    1. Renato Perim
      Renato Perim

      Certamente você também acredita no papai Noel e no coelhinho da páscoa.

  5. Oldair Dorigon Bianco
    Oldair Dorigon Bianco

    Sempre essa conversa pra vaca deitar, cagar e dormir.

  6. Antonio Carlos Cavalieri DOro
    Antonio Carlos Cavalieri DOro

    Vamos ver como será a próxima eleição. Se apenas os candidatos conservadores serã impedidis de falar as verdades que estão escancaradas, para toda a nação.
    Deus tenha misericórdia do nosso País.

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