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Política

Extradição de Zambelli vai ser analisada nesta quinta-feira

Ex-deputada federal foi condenada a mais de 15 anos de prisão em dois processos no STF

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A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) foi condenada a 10 anos de prisão pelo STF | Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

A Corte de Apelação da Justiça de Roma analisa nesta quinta-feira, 18, o pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli, condenada a mais de 15 anos de prisão em dois processos no Supremo Tribunal Federal (STF).

A sessão está marcada para as 14h, no horário local (10h, em Brasília). Zambelli está presa desde julho, em Roma, depois de deixar o Brasil. Ela aguarda a conclusão do processo de extradição para cumprir pena no país.

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Em uma das condenações, o STF fixou dez anos de prisão pela invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Carla Zambelli renuncia ao mandato de deputada

A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) recebeu voto do ministro Alexandre de Moraes por sua cassação | Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados
Cassação de Zambelli não passou na Câmara | Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados

A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) comunicou a sua renúncia ao mandato na tarde do domingo 14. A informação foi confirmada pela assessoria do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

“A Câmara dos Deputados informa que a deputada Carla Zambelli (PL/SP) comunicou à Secretaria-Geral da Mesa a sua renúncia ao mandato parlamentar na data de hoje”, disse a nota. “Em decorrência disso, o Presidente da Câmara dos Deputados determinou a convocação do suplente, Deputado Adilson Barroso (PL/SP), para tomar posse.”

O caso de Zambelli voltou ao centro do debate depois de o plenário da Câmara rejeitar a cassação dela por falta de apoio. Eram necessários 257 votos para a perda de mandato, mas a base governista alcançou apenas 227 — número insuficiente. Outros 170 deputados votaram contra a cassação e 10 se abstiveram.

Menos de 24 horas depois, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, anulou a decisão da Câmara. Motta chegou a se reunir com técnicos da área jurídica da Câmara para examinar o cumprimento da decisão — que estabeleceu o prazo de 48 horas para que a Casa determinasse a perda do mandato e dar posse ao suplente.

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