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Política

EXCLUSIVO: número de mortes de ianomâmis aumenta sob Lula, ao contrário do que alega o governo

Dados obtidos por Oeste, via Lei de Acesso à Informação, mostram que 345 indígenas da etnia morreram em 2023, contra 343 em 2022

Cacique Raoni é contra exploração da Margem Equatorial | Foto: Ricardo Stuckert/PR
Cacique Raoni é contra exploração da Margem Equatorial | Foto: Ricardo Stuckert/PR

O número de mortes de ianomâmis aumentou em 2023, no primeiro ano de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Dados obtidos por Oeste via Lei de Acesso à Informação mostram que 345 indígenas daquela etnia morreram no ano passado, contra 343 em 2022.

Essa informação desmente o relatório apresentado em 5 de janeiro pelo Ministério da Saúde. Na ocasião, o governo Lula celebrou uma suposta redução no número de mortes de ianomâmis no primeiro ano de mandato: 308, em 2023, contra 343, em 2022.

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Imagem da reportagem do site oficial do governo. Na capa, aparecem duas funcionárias do governo cuidando de um bebê indígena
Em 5 de janeiro, o governo relatou suposta redução no número de mortes de ianomâmis | Foto: Reprodução/Governo federal

Contudo, a gestão petista omitiu que as mortes registradas em 2023 ocorreram entre janeiro e novembro. Ou seja, o último mês do ano não fora contabilizado.

Segundo o Ministério da Saúde, o suposto desmonte dos sistemas de vigilância no governo Jair Bolsonaro prejudicou a contabilização de mortes de ianomâmis. Por esse motivo, segundo a pasta, o número de óbitos em 2022 poderia ser ainda maior.

No entanto, os dados do Sistema de Informação da Atenção à Saúde Indígena (Siasi) mostram que o número de baixas de ianomâmis em 2022 permanece inalterável: 343. Em contrapartida, a Siasi corrigiu a informação transmitida no mês passado pelo governo. Foram 345 óbitos em 2023, e não 308. A diferença é de 37 mortes, ou mais de 10% do total.

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A informação falsa amparou publicações igualmente erradas de duas autodenominadas agências de checagem: a Aos Fatos e a Lupa. “Posts usam dado desatualizado para alegar que mortes de yanomamis cresceram 50% em 2023”, escreveu a primeira empresa. “É falso que número de mortes de yanomamis cresceu 50% no governo Lula”, desinformou a segunda.

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Oeste interpelou o Ministério da Saúde na sexta-feira 16, mas não houve resposta até a publicação desta reportagem. Nenhuma das agencias de checagem se pronunciou sobre o assunto.

Sob Lula, ianomâmis vivem um drama

De janeiro a novembro de 2023, o governo federal entregou 30 toneladas de alimentos na região da terra indígena e aplicou 60 mil doses de vacinas do calendário nacional de imunização e contra a covid-19. Ao lado das doenças respiratórias, os principais atendimentos na região se referem a picadas de cobra e malária.

Desde que o governo Lula decretou emergência sanitária na Terra Indígena Yanomami, o acesso ao local está restrito. A região é composta de uma área de 9,6 milhões de hectares no Brasil, mais 8,2 milhões de hectares na Venezuela. Ali vivem 31 mil indígenas, sendo 85% da etnia ianomâmi, conforme a Secretaria de Saúde Indígena (Sesai).

O assinante pode ler uma reportagem extensa sobre os ianomâmis. Em vez de replicar o conteúdo da imprensa tradicional, Oeste conversou com ex-servidores públicos, representantes de ONGs e lideranças indígenas que conhecem bem a realidade da região. Muitos deles pediram anonimato, por medo de represálias.

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9 comentários
  1. Celso Ricardo Kfouri Caetano
    Celso Ricardo Kfouri Caetano

    Cadê a Guajajara, a Marina Silva e demais apaniguados de Lula extremamente preocupados com meio ambiente e com a população indígena???

  2. Luís Roberto Audrá
    Luís Roberto Audrá

    Proponho ele ser candidato ao prêmio Nobel da mentira. Se ainda não existe ele o pode inaugurar.

  3. Mario Hugo Ladeira Filho
    Mario Hugo Ladeira Filho

    É a praga do cocar.
    Quem veste, tem cem anos de azar.

  4. Francisco de Assis
    Francisco de Assis

    Esse desgoverno corrupto caso não seja parado será o maior exterminador do futuro da sociedade brasileira.

    1. Paulo
      Paulo

      Concordo ! Lula é o exterminador do futuro da população brasileira. Com a política de não investir realmente em Educação real, Lula tira a esperança do povo mais pobre do Brasil, condenando-os ao sub emprego ou, até mesmo ao crime.

  5. RCB
    RCB

    Alguém fez um levantamento dos custos desse resultado? Quantas horas de voos da FAB, fretamentos, operações terrestres e em rios, cestas básicas de sardinhas, medicamentos, ONGs que receberam do governo? Seria útil para saber quanto custará acabar com esse descalabro…

  6. Paulo Renato Versiani Velloso
    Paulo Renato Versiani Velloso

    Se 17,8 milhões de hectares são insuficientes para a sobrevivência de 30 mil índios, isso significa cada índio “de mamando a caducando”, ter a posse de 593,3 hectares.Então, se isso é insuficiente, se leva à conclusão que essa população está caminhando para a sua extinção, simples assim e é o que irá acontecer ainda muito antes do que pensamos.

    1. Paulo Renato Versiani Velloso
      Paulo Renato Versiani Velloso

      Alguém aqui, conhece um só indio tupinambá, um aimoré, e muitos outros que não me veem à memória no momento? Todos foram extintos ou formaram parte da atual população e ninguém nem comentou, interessante, não é?

      1. Francisco de Assis
        Francisco de Assis

        Respondendo à sua solicitação a respeito de tribos indígenas que foram extintas segue algumas que me vem a memória, timbira, goitacazes, tamoio, tupi, guarani, caete, guajajara.
        Os índios para esse antissemita não passa de um discurso demagógico e populista assim como é o seu discurso em relação a inclusão social de outras categorias.

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