publicidade
Política

Ex-vereador condenado por antissemitismo é nomeado como assessor na Prefeitura de SP

Adilson Amadeu atuará como assessor especial no gabinete de Ricardo Nunes

prefeitura de SP
O ex-vereador Adilson Amadeu (União) foi condenado duas vezes por falas antissemitas | Foto: Flickr/ Câmara Municipal de São Paulo

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), nomeou em seu gabinete, nesta quinta-feira, 16, o ex-vereador Adilson Amadeu (União) como assessor especial. O político já recebeu duas condenações por antissemitismo. O cargo, criado no fim de 2024 pela Prefeitura de SP, prevê remuneração de R$ 17,3 mil.

A primeira condenação de Amadeu, por injúria racial, ocorreu em 2022, depois de ofensas ao então vereador Daniel Annenberg (PSDB) durante uma sessão na Câmara Municipal de São Paulo. Na ocasião, o vereador chamou o colega de “judeu filho da puta” e “judeu bosta”.

Receba nossas atualizações

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

Já em 2023, ele recebeu nova condenação por racismo depois do envio de áudios a um grupo de WhatsApp em 2020. Na ocasião, a Justiça impôs pena de dois anos e seis meses de prisão em regime aberto. Além disso, o pagamento de multa de 13 salários mínimos.

“É uma puta de uma sem-vergonhice, que eles querem que quebre todo mundo, para todo mundo ficar na mão, do grupo de quem?”, disse Amadeu nos áudios. “Infelizmente também os judeus, quando eu tô até respondendo um processo, porque quando entra [o Hospital Israelita] Albert Einstein, grupo Lide, é que tem sem-vergonhice grande, grande, sem-vergonhice de grandeza que eu nunca vi na minha vida.”

Em maio deste ano, o Tribunal de Justiça de São Paulo confirmou a condenação de Amadeu e determinou a perda de seu mandato por antissemitismo.

Prefeitura de SP alega prescrição da pena

No processo, a defesa de Amadeu afirmou que o alvo das declarações não era a comunidade judaica, mas a gestão estadual e federal durante a pandemia. Segundo os advogados, o áudio foi enviado a um grupo privado. O ex-vereador pediu desculpas à Federação Israelita de São Paulo em 2022.

Leia também: “Prefeitura de São Paulo paga R$ 710 mil a cantor primo de secretário”

Em nota, a Prefeitura de São Paulo informou que a pena de Amadeu já prescreveu. “Portanto, não há impedimento para ele ocupar o cargo”, diz o comunicado. A administração disse ainda que ele ficará na Secretaria Especial de Relações Institucionais “dada a sua experiência política”.

A prefeitura também afirmou que o prefeito sancionou, em novembro de 2023, a lei que cria o Dia do Combate ao Antissemitismo e Fascismo. Além disso, que o município aderiu à International Holocaust Remembrance Alliance (IHRA). Segundo a nota, “esta gestão não admite, em hipótese alguma, qualquer tentativa de associação com eventuais episódios dessa natureza”.

Saiba mais:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.