Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), ainda aguarda a definição sobre o início de sua colaboração premiada. Ele cumpre prisão preventiva desde 16 de abril e escreve os anexos da proposta. Enquanto isso, o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, já está na segunda tentativa de negociar um acordo com as autoridades. A informação é do jornal O Globo.
Costa apresentou a proposta inicial há duas semanas. A Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) precisam assinar um termo de confidencialidade para abrir as negociações. A defesa afirma que não recebeu retorno até o momento.
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O ex-presidente do BRB foi transferido da Penitenciária da Papuda para a Papudinha no início de maio. A unidade destina-se a oficiais e oferece melhores condições aos presos. A mudança ocorreu por causa da perspectiva de uma eventual delação.
A acusação afirma que Costa comprou R$ 12,2 bilhões em carteiras fraudulentas do Banco Master. Além disso, ele teria negociado imóveis de R$ 146 milhões como contrapartida.
Defesa cobra definição sobre delação
O investigado apresentou a proposta de colaboração quando a primeira tentativa de delação de Vorcaro estava perto da rejeição. O objetivo era oferecer informações inéditas. No entanto, as negociações não avançaram, e Vorcaro retomou as conversas com as autoridades.
O advogado de Costa, Davi Tangerino, enviou um ofício à PF e à PGR na quarta-feira 3 para cobrar uma resposta. O defensor afirmou no documento que a indefinição contraria a legislação das delações premiadas.
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Além disso, Tangerino alega que os órgãos devem formalizar a negativa fundamentada se não houver interesse na colaboração. Caso não exista impedimento, a defesa pede o início das negociações, mas não houve resposta até agora.
Uma eventual delação gera expectativa de impacto político. O ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha, pré-candidato ao Senado pelo MDB, deverá ser citado em uma colaboração. O acordo também pode atingir lideranças do PP e do União Brasil, que formaram uma federação neste ano.
Transferência para a Papudinha
A transferência para a Papudinha ocorreu pelo receio de escutas ambientais ou interferências durante a elaboração dos anexos. A defesa demonstrou preocupação com o fato de o governo do Distrito Federal administrar a Papuda, mas não apresentou a justificativa publicamente.
Nos autos, os advogados argumentaram que a Papuda não permitia “discutir eventuais fatos delitivos de forma eficiente” nem “manusear fontes de prova” durante a negociação.
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