Uma empresa ligada à família do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), tornou-se foco das discussões do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a respeito da ampliação das sanções aplicadas no âmbito da Lei Magnitsky. Reportagem do jornal O Globo deste sábado, 6, afirma que o Lex Instituto de Estudos Jurídicos, de propriedade da mulher e dos filhos de Moraes, pode ser incluído em medidas adicionais ainda em análise.
De acordo com os registros levantados, o instituto é dono de 11 imóveis com valores declarados que somam mais de R$ 12 milhões. Entre eles estão a residência do ministro em São Paulo, a sede do escritório de sua mulher, a advogada Viviane Barci de Moraes, e apartamentos em Campos do Jordão, cidade turística do interior paulista. Além disso, até o ano passado, o instituto possuía um apartamento de quase 400 m² em um condomínio de alto padrão no Guarujá, no litoral de São Paulo, vendido por R$ 1,2 milhão, além de uma vaga para barcos, registrada em cartório por R$ 140 mil.
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Nos EUA, o tema é defendido pelo deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e pelo jornalista Paulo Figueiredo. Ambos realizaram encontros com secretários e diplomatas da gestão Trump em Washington para solicitar que as sanções não se limitem ao ministro, mas também atinjam seus familiares e o patrimônio vinculado ao Lex. Segundo O Globo, a medida é considerada um “trunfo” para que a ampliação das sanções ocorra ainda antes da conclusão do julgamento do chamado “núcleo crucial” da suposta trama golpista no STF, previsto para encerrar em 12 de setembro.
O instituto é mencionado em documentos de cartório desde 2014, quando imóveis do casal foram transferidos para o CNPJ da empresa. Nesse mesmo ano, dois apartamentos de cobertura em Campos do Jordão foram adquiridos por R$ 4 milhões cada um. Há ainda quatro terrenos em São Roque, também no interior paulista, comprados anteriormente por Moraes e, posteriormente, transferidos para o Lex. Carros também estão registrados em nome da instituição.
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O Lex foi fundado por Moraes em 2000, mas desde 2013 pertence a Viviane e aos filhos Alexandre, Giuliana e Gabriela. A empresa não tem registro público de oferta de cursos ou atividades regulares. A classificação oficial de atividades econômicas do instituto é de “treinamento em desenvolvimento profissional e gerencial”.
A sede do instituto coincide com a do escritório Barci de Moraes Advogados, controlado por Viviane. No local também funcionou o escritório de Moraes antes de sua nomeação como secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo em 2015.

As transferências de bens para o instituto ocorreram principalmente em 2014, período em que Moraes avaliava disputar cargo eletivo pelo PSDB. Ele já havia sido secretário de Justiça de São Paulo de 2002 e 2005, integrou o Conselho Nacional de Justiça, ocupou cargo na Prefeitura de São Paulo sob a gestão Gilberto Kassab e retornou ao governo estadual em 2015. Em 2016, assumiu o Ministério da Justiça no governo Michel Temer, que o indicou ao STF no ano seguinte, depois da morte do ministro Teori Zavascki.
Indagado por O Globo, Moraes informou, por meio da assessoria do STF, que não se manifestaria sobre os imóveis transferidos ao instituto nem sobre o mapeamento realizado pelo governo norte-americano.
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Poi é.. então, o salário de ministro do STF é insignificante, vale mais o prestígio e o poder nas mãos, do cargo. O Careca está bem de vida, enquanto ele detona centes à miséria, a prisão e desgraça.
O cabeça de ovo abriu as portas do inferno contra si, o sofrimento que ele impôs às famílias, agora, ele sofre, e com muito amargo.
#ForaMoraes
Se esse é rico assim, imagina o Gilmar Mendes…..
A Tragédia de uma Elite
Ao tentar aniquilar Jair Bolsonaro, o regime brasileiro acendeu um alarme no coração do trumpismo: o de que nenhuma liderança conservadora estaria segura caso o precedente brasileiro triunfasse. A resposta americana, portanto, não é diplomática — é doutrinária. Não protege apenas um aliado: protege um paradigma.
Agora, Brasília encontra-se diante de um dilema insolúvel. A perseguição a Bolsonaro, tratada internamente como jogo de poder, transformou-se em pauta de segurança internacional. Trump, diferentemente dos burocratas do Departamento de Estado, não age com distanciamento tecnocrático: ele age com a força de um imperador pós-moderno, decidido a vingar um aliado que vê como reflexo.
Recuar é admitir fraude narrativa. Avançar é desafiar sanções que podem implodir a economia nacional. A elite brasileira, em seu delírio tecnocrático, criou uma armadilha perfeita: qualquer saída agora significa perder tudo.
Este não é apenas um embate entre um regime e um ex-presidente. É um capítulo da nova guerra civilizacional que divide o Ocidente: de um lado, o globalismo institucional, burocrático, moralmente relativista; do outro, o populismo nacional-conservador, com raízes populares e apelo emocional.
Bolsonaro tornou-se, por força das circunstâncias, um símbolo continental — não apenas do Brasil, mas de toda uma corrente de pensamento em ascensão no mundo. A tentativa de destruí-lo criou, paradoxalmente, sua maior blindagem: a da transcendência política.
O mais devastador nesse episódio é a constatação de que tudo poderia ter sido evitado. Bastava sensibilidade estratégica, leitura geopolítica mínima, compreensão dos vetores do poder em 2025. Mas a elite brasileira, viciada em sua bolha midiática e seduzida por sua autopercepção iluminista, riu de Eduardo Bolsonaro e ignorou os sinais gritantes que vinham do norte. As visitas a Mar-a-Lago. Os acenos de Trump. As falas inflamadas de congressistas republicanos. A cobertura intensa da mídia conservadora americana. Tudo foi tratado como ruído. Agora, é tarde.
O terremoto político reverbera para além das fronteiras. Governos latino-americanos observam com atenção: se os EUA intervêm — política e economicamente — para proteger um ex-presidente em outro país, qual será o novo limite do jogo hemisférico? A lição é clara: o preço da repressão política interna pode ser cobrado em escala internacional.
E, num paradoxo cruel, o regime que buscava apagar Bolsonaro do mapa político acabou por elevá-lo à condição de ícone continental.
Quando a história se vira contra os arquitetos do poder
Não há mais zona cinzenta. Ou se rende completamente — com anulação de processos, restauração de direitos políticos e reconhecimento de abusos — ou se enfrenta o colapso: econômico, diplomático e moral.
O regime criou uma armadilha da qual não consegue sair, porque a própria sobrevivência passou a depender da destruição de um homem — e, agora, desse homem depende a estabilidade do país.
Os historiadores do futuro serão implacáveis. Identificarão 2025 como o ano em que o Brasil selou seu destino como peão no tabuleiro de uma nova guerra ideológica global. Não foi a desigualdade. Não foi a polarização. Não foi a corrupção. Foi a cegueira estratégica.
Tentaram destruir um homem. Destruíram a si mesmos.
E o homem de quem riam, por “fritar hambúrgueres” em Missouri, agora observa — sereno, estratégico, firme — enquanto seus adversários marcham em direção ao colapso que eles próprios arquitetaram.
A História, afinal, não perdoa arrogância acompanhada de ignorância. E jamais subestima os homens que, em silêncio, constroem o futuro.
(Texto de Francisco Carneiro Júnior, autor da tetralogia “O Silêncio das Noites Escuras — Guerra, terrorismo e operações especiais”).
A cabecinha ja passou.
Agora começarão a empurrar!!