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Política

Equipe de Guedes contesta dados apresentados por Haddad

Grupo do ex-ministro confrontou informações do atual ministro em audiência na Câmara

O grupo de Guedes destacou ainda que, no governo anterior, os gastos primários diminuíram de 19,3% para 19,0% do Produto Interno Bruto | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A equipe econômica de Paulo Guedes, ex-ministro da Economia, contestou os dados apresentados pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na Câmara dos Deputados. A informação é do portal Poder360.

Na quarta-feira 22, durante uma audiência pública, Haddad disse que o superavit primário de 2022 no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro foi “fake“. Além disso, que houve calotes no pagamento de precatórios e aos Estados.

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Segundo o ministro, o Orçamento de 2023 foi enviado pelo governo Bolsonaro com estimativa de um deficit primário de R$ 63 bilhões. Contudo, que não contava com algumas despesas previstas, sendo:

  • Bolsa Família – R$ 60 bilhões;
  • Precatórios – R$ 90 bilhões;
  • Previdência Social – R$ 15 bilhões;
  • Compensação do ICMS a governadores – R$ 26,9 bilhões;

Ao somar o deficit de R$ 63 bilhões que estava no Orçamento, chega ao saldo negativo de aproximadamente R$ 255 bilhões. A equipe de Guedes, porém, disse que, se o atual governo tivesse mantido a mesma “governança fiscal” de 2019 a 2022, o resultado primário agora seria “bem melhor” do que o previsto no Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2023.

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A equipe de Guedes mencionou ainda que, em 2022, quando a previsão era de um deficit de R$ 59,4 bi, o governo Bolsonaro concluiu o ano com um saldo positivo de R$ 54,9 bi. Além disso, que dos R$ 90 bi em precatórios, só um terço do valor se refere a 2022, portanto, o restante se refere a 2023 e 2024, sendo do atual governo. As informações foram compartilhadas pelos membros da equipe de Guedes em um grupo de WhatsApp.

Conforme eles, os R$ 60 bi a mais com o programa Bolsa Família estão relacionados à promessa de campanha de Lula e Bolsonaro, durante as eleições de 2022, não a “política pública” implementada pelo ministério. Durante as eleições gerais, Guedes disse que o Auxílio Brasil, atual Bolsa Família, de R$ 600 estava garantido para 2023, bancado pelos super ricos.

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Na Câmara, Haddad disse que o governo reviu os gastos previdenciários, pois R$ 15 bi estavam subestimados. Já a equipe econômica de Guedes argumentou que o PLOA foi calculado conforme os parâmetros disponíveis em agosto de 2022, e defendeu que a revisão das despesas com o Instituto Nacional do Seguro Social está mais elevada no período recente.

Contas públicas na gestão Bolsonaro

O grupo de Guedes destacou ainda que, no governo anterior, os gastos primários diminuíram de 19,3% para 19,0% do Produto Interno Bruto. O resultado nominal do setor público consolidado, que inclui União, Estados, municípios e estatais, passou de um déficit acumulado em 12 meses de R$ 460,4 bi (dezembro de 2022) para R$ R$ 967,4 bilhões (até dezembro de 2023), conforme a equipe econômica do governo Bolsonaro.

A piora foi de R$ 507 bi nesse período. No último resultado disponível, o deficit nominal foi de R$ 998,6 bi no acumulado de 12 meses até março.

6 comentários
  1. Luiz fernando Chalet ferreira
    Luiz fernando Chalet ferreira

    O Haddad não tem culpa de estar onde está . O ministério foi o consolo por ter desvencido a eleicao . Foi mal no ministério da educação. Quando prefeito foi o pior da história. Agora, está sendo coerente com seu desempenho . Alem disso, anda meio nervoso, sem paciência com o pessoal da oposição e criticando a gestão Bozo . É despreparado , deveria voltar a dar aulas , assim não seria ouvido .

  2. Gilberto F Motta Maia
    Gilberto F Motta Maia

    Exatamente o mesmo discurso do PT quando assumiu o governo em 2003. José Dirceu afirmou que herdou do governo FHC uma “herança maldita”. Agora, é Haddad tentanto ocultar um descontrole fiscal que alcança o deficit nominal de 968 bilhões em apenas 1 ano de governo afirmando afirmando que herdou dados subestimados. Haddad, começa a cortar os gastos governamentais. Contigencia o repasse de 16 bilhões para o ministério dos artistas milionários. Exija eficiência dos demais 38 ministérios e exija que seu chefe comece a governar o país e pare de fazer comício em cima de caixões.

  3. Mário Abranches da Silva
    Mário Abranches da Silva

    Petralhada não para de passar vergonha, ridícula essa prestação de contas do poste, como é bom ver a seriedade de uma equipe preparada como a do Guedes, ridicularizando a do poste!

  4. Marcus
    Marcus

    É impressionante como o consórcio mostra o Haddad mentindo e não fala nada.

  5. Christian
    Christian

    Haddad pretendendo dar uma de economista com o Guedes ?
    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

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