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Política

Empresário confirma à PF plano de Daniel Vorcaro contra o Banco Central

Depoimento relata campanha milionária com influenciadores durante crise do Banco Master

O banqueiro Daniel Vorcaro, que está preso em Guarulhos (SP) | Foto: Divulgação/Esfera Brasil
O empresário Thiago Miranda, afirmou nesta terça-feira que acertou o plano diretamente com Daniel Vorcaro | Foto: Divulgação/Esfera Brasil

A Polícia Federal (PF) investiga um esquema de atuação coordenada de influenciadores digitais. O grupo foi contratado para atacar o Banco Central (BC) e pressionar autoridades envolvidas na liquidação do Banco Master

Em depoimento nesta terça-feira, 12, o empresário Thiago Miranda, dono da agência Mithi, afirmou que acertou o plano diretamente com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro depois da primeira prisão do empresário.

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Segundo Miranda, a estratégia fazia parte de um projeto interno chamado “Projeto DV”. Criado para tentar reverter a crise de imagem do banqueiro e colocar em dúvida a atuação do Banco Central na liquidação do Master.

Master - Damares - Relatório - Governo São Paulo (SP), 19/11/2025 - Fachada do Banco Master na Rua Elvira Ferraz, em Itaim Bibi | Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
A PF sustenta que o esquema atuava de forma coordenada para influenciar a opinião pública | Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

A PF apura a contratação de influenciadores para disseminar conteúdos favoráveis ao banco e ampliar críticas ao BC nas redes sociais. O material também buscava reforçar posicionamentos do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Jhonatan de Jesus, que questionou medidas adotadas pelo Banco Central no caso.

“Projeto DV” previa ofensiva digital coordenada

Documentos apresentados à investigação mostram que o plano previa roteiros de comunicação, grupos de WhatsApp e o direcionamento de temas para os influenciadores abordarem.

Entre os assuntos listados estavam conteúdos sobre “os erros do BC”, ataques ao diretor de supervisão Renato Gomes e publicações contra o banqueiro André Esteves, do BTG Pactual.

Segundo a investigação, influenciadores receberam contratos que variavam de R$ 30 mil a R$ 1,5 milhão mensais, conforme o alcance dos perfis nas redes sociais.

A apresentação do projeto previa custo de R$ 3,5 milhões por mês. Miranda afirmou que eles executaram apenas a primeira etapa.

A PF sustenta que o esquema atuava de forma coordenada para influenciar a opinião pública. E também pressionar agentes públicos envolvidos nas investigações sobre o Banco Master.

Vorcaro está preso desde março na superintendência da PF em Brasília e negocia um acordo de delação premiada. A defesa do ex-banqueiro informou que ele não vai se manifestar.

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