A assinatura do acordo de livre-comércio entre Mercosul e União Europeia abriu uma nova fase de disputa política — e agora o principal risco apontado não está mais no texto em si, mas no tempo. A embaixadora da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf, reconheceu que o encaminhamento do tratado ao Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) pode atrasar o processo e gerar imprevisibilidade no calendário europeu.
“Com esse voto do Parlamento Europeu, o procedimento pode se adiar. Não sabemos por quanto tempo”, afirmou a diplomata, ao comentar o novo estágio do acordo.
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+ A articulação pelo acordo Mercosul-UE no Congresso
Apesar disso, ela evitou tratar o envio ao TJUE como um encerramento automático do processo e reforçou o papel dos Legislativos em meio ao impasse: “O papel dos parlamentos é chave, numa democracia é chave”.
O cenário europeu, porém, tende a pressionar o Brasil a definir rapidamente sua própria estratégia. Na avaliação de Schuegraf, o movimento do Congresso brasileiro pode ajudar a empurrar o tema adiante no bloco europeu.
“Com grande prazer, ouvi hoje que o Parlamento brasileiro quer acelerar esse processo. Espero que isso incentive os procedimentos do lado europeu também”, disse. A embaixadora ainda ressaltou um ponto sensível do bastidor diplomático: “Parlamentares são ouvidos mais entre parlamentares”.
Senado reage ao alerta de atraso no acordo Mercosul–UE

A leitura foi imediatamente absorvida pelo senador Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado, que intensificou a agenda política em Brasília nesta quinta-feira, 22, com foco em celeridade interna e pressão institucional.
+ O encontro de Nelsinho Trad com a embaixadora da UE
Pela manhã, Trad se reuniu com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, que tratou a judicialização como um “percalço” e indicou a linha do Planalto para a etapa brasileira. “A decisão do governo é acelerar o processo. Quer dizer, 25 anos de trabalho, teve um percalço, mas nós vamos superá-lo”, afirmou Alckmin.
Depois do encontro, Trad reforçou que a estratégia é avançar no Brasil independentemente do novo obstáculo europeu.
“Eu entendo que isso vem num momento histórico, não só porque é o maior acordo do mundo entre blocos, mas no momento que o mundo precisa. Momento de instabilidade geopolítica, de protecionismo”, declarou Trad. “Está calcado na indústria e no setor do agro. Levou-se mais de 25 anos para chegar a esse ponto. A nossa parte nós vamos fazer, a parte brasileira”.





































CCCCHHHHHHHOOOOOOOOOOOOOORAAAAAAAAAA, ANTÔNIO DA SILVA KATIRA!!!!!!! CCCHHHHOOOOOOOOORAAAAAA!!!!!…
JÁ JUDICIALIZARAM NA EUROPA… ISSO JÁ ESTÁ CHEIRANDO A CABELO QUEIMADO….