O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca na noite desta terça-feira, 6, para Moscou. Ele vai a convite do presidente russo, Vladimir Putin, para participar das comemorações pelos 80 anos da vitória da União Soviética sobre a Alemanha nazista, celebradas na sexta-feira 9.
Durante a visita oficial, Lula se reunirá com Putin e participará da programação do feriado do Dia da Vitória. Também participarão das celebrações os ditadores de Cuba, Miguel Díaz-Canel, e da Venezuela, Nicolás Maduro.
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Díaz-Canel desembarcou em São Petersburgo no domingo 4 e foi recebido pelo governador Alexander Beglov e pelo presidente do Comitê de Relações Exteriores, Evgeny Grigoriev. Já a visita de Maduro foi confirmada pelo chanceler russo, Sergey Lavrov, em abril.
Segundo o Itamaraty, acompanham o presidente Lula os ministros Alexandre Silveira (Minas e Energia), Luciana Santos (Ciência, Tecnologia e Inovação) e Mauro Vieira (Relações Exteriores). O presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP), também integra a comitiva.
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A primeira-dama Janja da Silva chegou à Rússia no sábado 3, antes de Lula. De acordo com sua assessoria, ela cumpre uma série de visitas a convite de Putin e participa de encontros com a comunidade brasileira.
A agenda dela incluiu, nesta segunda-feira, 5, um tour pelo país. Janja foi, de trem, de Moscou a São Petersburgo, onde assistiu ao espetáculo de balé Lago dos Cisnes.
Lula quer Brasil como mediador no conflito Rússia−Ucrânia
De acordo com apuração da CCN, a visita tem dois principais objetivos: sinalizar independência da política externa brasileira e tentar fortalecer o papel do Brasil como mediador na guerra entre Rússia e Ucrânia. A expectativa de interlocutores do Planalto é de que Lula diga a Putin que o país tem credenciais para atuar nas negociações de paz.
Apesar de o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, ter declarado que Lula não é mais relevante na mediação do conflito, o petista quer abordar o tema com Putin. Como presidente do Brics, o Brasil tem defendido que o bloco participe de futuras negociações.
A comitiva brasileira também cumprirá agendas bilaterais e deve assinar atos nas áreas de ciência e tecnologia. Os brasileiros devem ficar em território russo até 10 de maio.
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A presença do presidente da China, Xi Jinping, também está confirmada. Depois dos compromissos em Moscou, ele receberá a delegação brasileira em seu país, onde Lula participará da quarta reunião ministerial do Fórum da China com a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos.
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