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Política

Em propaganda eleitoral, Datena justifica agressão em Pablo Marçal; ouça

Peça veiculada no rádio pergunta ao ouvinte o que ele faria se ouvisse insultos de um oponente

Momento da agressão de Datena a Pablo Marçal no debate da TV Cultura
Agressão de Datena a Pablo Marçal no debate da TV Cultura deixou população preocupada, afirma o deputado federal Ubiratan Sanderson (PL/RS) | Foto: Reprodução/TV Cultura

O candidato à Prefeitura de São Paulo José Luiz Datena (PSDB) levou o incidente de agressão em que se envolveu durante o debate na TV Cultura, no último domingo, 15, à sua propaganda eleitoral. Na ocasião, o apresentador de televisão arremessou uma cadeira em Pablo Marçal (PRTB), seu adversário na disputa.

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Em uma peça de rádio divulgada nesta terça-feira, 17, Datena usou o espaço para justificar a violência. No comercial, um locutor questiona o que o ouvinte faria caso alguém dissesse aquilo “na frente de milhões de telespectadores e da sua família”.

Em seguida, é reproduzida a declaração de Marçal anterior à agressão. “‘Dapena’, a gente quer saber que você é um ‘arregão’. Você atravessou o debate outro dia para me dar um tapa e falou que queria ter feito. Você não é homem nem para isso.”

Leia também: “Marçal e os outros”, artigo de J. R. Guzzo publicado na Edição 232 da Revista Oeste

A última frase — “Você não é homem para isso” — é repetida duas vezes na edição. Na sequência, o locutor conclui: “Pois é, o Datena fez o que você pensou”.

Peça publicitária de Datena no rádio | Áudio: Reprodução

A agressão de Datena em Pablo Marçal

Datena já havia dado declarações contraditórias antes do debate sobre a possibilidade de agredir Marçal | Foto: Reprodução/TV Cultura
Datena já havia dado declarações contraditórias antes do debate sobre a possibilidade de agredir Marçal | Foto: Reprodução/TV Cultura

Ainda durante o debate, antes de chamar Datena de “arregão”, Marçal mencionou uma acusação de assédio contra o jornalista e candidato do PSDB. Uma colega de trabalho de Datena na Band o denunciou ao Ministério Público em 2019.

Marçal relembrou o caso e chamou o comunicador de “jack” (gíria para estuprador), uma gíria usada em presídios para identificar acusados de estupro. Datena negou o assédio sexual e afirmou que o caso, além de ter arquivamento, afetou sua família e contribuiu para a morte de sua sogra, que sofreu três AVCs (acidente vascular cerebral).

Leia mais: “Não confio em ninguém que me inspire confiança”, artigo de Roberto Motta publicado na Edição 234 da Revista Oeste

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1 comentário
  1. Paulo César Pinto de Souza
    Paulo César Pinto de Souza

    Tenho para mim, que não justifica uma ação dessa. Uma oradora que quer ser um prefeito ou outro cargo eletivo, precisa acima de tudo ter equilíbrio emocional . Esse candidato não tem.

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