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Política

Em discurso na Interpol, Lula pede ampliação da ‘governança digital’

Chefe de Estado brasileiro realizou uma visita inédita à sede do órgão, dias depois de Carla Zambelli entrar na lista de procurados da instituição

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante sessão solene por ocasião da assinatura de declaração de intenções entre o Brasil e a Interpol
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante sessão solene por ocasião da assinatura de declaração de intenções entre o Brasil e a Interpol | Foto: Ricardo Stuckert / PR

Durante passagem por Lyon, nesta segunda-feira, 9, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizou uma visita inédita de chefe de Estado brasileiro à sede da Interpol, atualmente liderada pelo brasileiro Valdecy Urquiza. A agenda marcou o encerramento de sua viagem oficial à França, período em que Lula formalizou a assinatura da declaração de intenções entre o Brasil e a organização internacional de polícia.

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Com problemas na voz, Lula discursou, depois de receber uma medalha da Interpol em reconhecimento ao trabalho do governo brasileiro no combate ao crime transnacional. Ele destacou a importância da cooperação internacional.

“A criminalidade está evoluindo a uma velocidade sem precedentes, exigindo ações multilaterais, urgentes e coordenadas”, disse Lula.

“Cada vez mais impulsionado pela tecnologia digital e pela conectividade, o crime organizado tornou-se uma questão global. A diretoria de combate a crimes cibernéticos, criada neste meu governo, trata como prioridade os delitos de alta tecnologia. Outros desafios da atualidade são a mudança do clima e a governança do espaço digital.”

Lula fala sobre o enfrentamento ao crime

Em maio de 2024 o Partido dos Trabalhadores (PT) chegou a divulgar a notícia falsa sobre 51 manifestantes que seriam procurados pela Interpol | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons
Logotipo da Interpol | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

No pronunciamento, o presidente disse que o acordo firmado tem como propósito fortalecer o enfrentamento ao crime organizado, desmantelar redes criminosas transnacionais, aprimorar a tecnologia das forças de segurança pública no Brasil e América Latina e garantir proteção dos direitos humanos e de grupos vulneráveis durante operações policiais.

Lula ressaltou que a ampliação dos adidos da Polícia Federal para 34 postos em todos os continentes e a criação do Centro de Cooperação Internacional da Amazônia fortalecem a integração das autoridades de segurança dos nove países que compartilham o bioma.

Leia mais: “Como perder sempre”, artigo de J. R. Guzzo publicado na Edição 271 da Revista Oeste

O secretário-geral da Interpol, Valdecy Urquiza, alertou sobre a ameaça global representada por organizações criminosas internacionais, como tráfico humano, prostituição infantil e crimes ambientais. “Nenhum país está imune e nenhum setor está a salvo”, afirmou Urquiza.

Ele acrescentou que o acordo assinado possibilitará novas operações conjuntas e ampliará a cooperação entre o Brasil e a Interpol.

Condenação de Carla Zambelli

Carla Zambelli revelou que está fora do Brasil há alguns dias | Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Carla Zambelli revelou que está fora do Brasil há alguns dias | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

A visita de Lula à França coincidiu com a inclusão da deputada Carla Zambelli (PL-SP) na lista de foragidos internacionais da Interpol. Condenada a dez anos de prisão e à perda do mandato, Zambelli não está em território nacional.

Na última sexta-feira, 6, a 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou recurso da parlamentar, encerrou processo e determinou sua prisão. Zambelli e o hacker Walter Delgatti foram condenados em maio por pela invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A deputada argumenta que Delgatti agiu sozinho, enquanto o hacker afirma que agiu sob orientação dela.

Ainda na semana passada, depois de ordem do ministro do STF Alexandre de Moraes, a Interpol adicionou o nome de Zambelli na lista de difusão vermelha. Assim, a prisão da parlamentar pode ocorrer mesmo fora do Brasil.

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2 comentários
  1. carlos
    carlos

    Deviam ter oferecido uma cela para o cachaceiro, ladrao e descondenado , ao invés de uma medalha

  2. Jorge Augusto Santos
    Jorge Augusto Santos

    Se essa Interpol agora comandada por brasileiro , já era uma merda imagina como ficará agora… imaginem o que ofereceu pra esse brasileiro petista para prender a deputada…

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