O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o jornalista Paulo Figueiredo estiveram no Departamento de Estado norte-americano nesta quarta-feira, 15, um dia antes do encontro oficial entre Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores do Brasil, e Marco Rubio, chefe da diplomacia dos Estados Unidos.
Depois da reunião no Departamento de Estado, Eduardo publicou um vídeo nas redes sociais contando sobre o encontro. Segundo o deputado, a conversa teve como objetivo atualizar o governo norte-americano sobre o que, de fato, está ocorrendo no Brasil
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Figueiredo ressaltou que ele e Eduardo continuam sendo bem recebidos pelo governo dos EUA. “Falamos bastante sobre as nossas perspectivas em relação ao Brasil”, contou o jornalista. “A situação política atual e sobre a anistia, que não avançou.”
Vieira marcou reunião com Marco Rubio para esta quinta-feira
De acordo com Figueiredo, há expectativa em relação ao resultado do encontro de amanhã entre o chanceler brasileiro e o chefe da diplomacia norte-americana.
“Entendemos que essas conversas são boas e normais de ocorrerem agora”, afirmou Figueiredo. “Os Estados Unidos estão em uma posição forte. Vamos ver o que o Brasil tem a oferecer e vai trazer para a mesa. A posição dos EUA me parece ser sempre a mesma e muito clara.”
Eduardo destacou que em todos os outros casos envolvendo questões comerciais com diferentes países, os EUA dispõem de uma equipe específica para conduzir as negociações. No caso do Brasil, porém, Marco Rubio será o responsável direto pelas tratativas com o governo Lula.
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Segundo o deputado, isso se deve ao forte teor político que envolve a decisão dos EUA de sobretaxar o Brasil.
EUA confirmam “fator Moraes” nas taxas contra o Brasil
Mais cedo, o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, descreveu episódios que remetem a posição do governo Trump diretamente a decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
Greer explicou que existem “dois regimes em vigor” na política tarifária contra o Brasil. Um deles é a taxa recíproca de 10%, aplicada de forma geral a vários países “para controlar o déficit comercial global”.
O segundo fator, responsável pelos 40% adicionais, “decorre de uma emergência separada” e se relaciona a “preocupações extremas com o Estado de Direito, censura e direitos humanos no Brasil”.
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