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Política

Eduardo Bolsonaro cita 'novos passos' dos EUA depois de PCC e CV

Ex-deputado atribui a Flávio avanço da medida que colocou PCC e CV na lista de organizações terroristas

Eduardo reage a expulsão de delegado da pf
Eduardo Bolsonaro e Flávio Bolsonaro reuniram-se com o presidente dos EUA Donald Trump | Foto: Reprodução X / @BolsonaroSP

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou ao Metrópoles que “há mais por vir” dos Estados Unidos em relação ao Brasil depois que o governo de Donald Trump anunciou a inclusão do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) na lista de organizações terroristas estrangeiras.

Segundo Eduardo, ele e o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) defenderam a medida em reuniões recentes realizadas em Washington com Trump, o vice-presidente J.D. Vance e o secretário de Estado, Marco Rubio.

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“Quando o bandido chora, a população trabalhadora se alegra”, afirmou, “sinto a sensação de dever cumprido. Mérito do Flávio, que foi determinado a defender esta declaração. E creio que ainda há mais por vir ao aproximar Brasil de EUA”.

Flávio Bolsonaro se encontra com Donald Trump nos EUA | Foto: Divulgação/Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro se encontra com Donald Trump nos EUA | Foto: Divulgação/Flávio Bolsonaro

Governo Trump enquadra facções brasileiras

O Departamento de Estado confirmou nesta quinta-feira, 28, que PCC e CV passarão a integrar oficialmente a lista de Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs, na sigla em inglês) a partir de 5 de junho.

No comunicado, o governo norte-americano classificou as facções como “duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil”. A gestão também afirmou que os grupos “comandam milhares de integrantes” e organizaram “ataques brutais” contra policiais, autoridades e civis.

Segundo o Departamento de Estado, a influência das organizações ultrapassa o território brasileiro e alcança outros países da região, além dos Estados Unidos.

A medida amplia instrumentos legais para aplicação de sanções financeiras, restrições migratórias e investigações internacionais ligadas às facções.

O anúncio ocorreu depois de uma série de encontros de Flávio Bolsonaro com integrantes do governo norte-americano em Washington. Na terça-feira 26, o senador pediu diretamente a Trump que classificasse o PCC e o CV como organizações terroristas. No dia seguinte, ele também se reuniu com Rubio e J.D. Vance.

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