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Política

Diretor do Dnit acusado em esquema do INSS pede exoneração

Marcos de Brito Campos Júnior renunciou ao cargo para focar em sua defesa, que tenta explicar relação com o 'Careca do INSS'

Marcos de Brito Campos Júnior, ex-diretor do Dnit
Marcos de Brito Campos Júnior, ex-diretor do Dnit | Foto: Divulgação/Ministério dos Transportes

Depois de ter sua situação exposta por uma reportagem do portal Metrópoles, o diretor de Finanças do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Marcos de Brito Campos Júnior, solicitou exoneração ao Ministério dos Transportes, na última sexta-feira, 9.

A saída de Júnior ocorre menos de um mês depois de ele ser alvo da última etapa da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, realizada em 18 de dezembro de 2025. Desde então, o diretor estava utilizando tornozeleira eletrônica enquanto exercia suas funções no Dnit.

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O servidor é acusado de envolvimento em um esquema de desvio de recursos de aposentados do INSS. Supostamente, ele auxiliava Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, durante a gestão deste à frente da superintendência do instituto no Nordeste. A exoneração saiu no Diário Oficial.

Segundo o portal Metrópoles, Júnior afirmou que decidiu deixar o cargo para concentrar esforços em sua defesa. Com isso, ele renuncia ao salário de R$ 23 mil.

Acusações contra ex-diretor do Dnit e detalhes do esquema

Antônio Camilo Antunes, o ‘Careca do INSS’ | Foto: Carlos Moura/Agência Senado
Antônio Camilo Antunes, o ‘Careca do INSS’ | Foto: Carlos Moura/Agência Senado

Conforme investigações da Polícia Federal, o diretor seria peça-chave para o funcionamento do esquema. Ele facilitava descontos associativos fraudulentos diretamente nas folhas de pagamento dos aposentados.

Documentos da investigação revelam que uma empresa de fachada ligada ao “Careca” pagou passagens aéreas em nome de Júnior. Além disso, mensagens coletadas pela PF sugerem que ele teria recebido R$ 20 mil por seus serviços.

Segundo a Polícia Federal, “o recebimento de valores por parte de Marcos de Brito Campos Júnior, sob determinação de Antonio Camilo, o insere entre os agentes centrais da engrenagem criminosa, sendo indispensável à obtenção, circulação e aproveitamento dos proveitos ilícitos”.

A PF chegou a pedir a preventiva do servidor. Contudo, o ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça negou a solicitação do órgão policial.

Leia também: “A desordem estratégica do governo na CPMI do INSS”, reportagem de Sarah Peres publicada na Edição 300 da Revista Oeste

O juiz considerou que Júnior deixou de interagir diretamente com os demais investigados desde 2023, quando assumiu a diretoria do Dnit, e optou por medidas restritivas e monitoramento eletrônico.

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