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Política

Dino reintegra a concurso de delegado advogada casada com condenado por tráfico

Decisão provoca reação e reacende discussão sobre critérios de seleção na segurança pública

Dino alegou que apenas em regimes ditatoriais o Judiciário pode ser silenciado, embora as decisões do Supremo jamais tenham sido tolhidas no país | Foto: Ton Molina/FotoArena/Estadão Conteúdo
Com a liminar em vigor, Barcelos recuperou a chance de seguir para as próximas etapas do certame | Foto: Ton Molina/FotoArena/Estadão Conteúdo

Uma decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), alterou o andamento do concurso para delegado da Polícia Civil de Santa Catarina. O magistrado determinou que a advogada Lays Lopes Carneiro Barcelos, mulher de um ex-traficante de drogas, volte a participar do processo seletivo no Estado.

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Dino classificou a situação como urgente. No despacho, avaliou que impedir a continuidade da candidata poderia causar “dano grave e de difícil reparação”. Nesse sentido, mencionou a possibilidade de perda de “expectativa decorrente de anos de preparação e estudo dedicados à seleção”.

Com a liminar em vigor, Barcelos recuperou a chance de seguir para as próximas etapas do certame. Aos 32 anos, a advogada avançou por todas as fases técnicas — provas, exames físicos, avaliação psicológica e análise de títulos.

Avaliação de conduta pessoal expõe conflito entre Dino e Polícia Civil de SC

O impasse começou quando a Polícia Civil catarinense avaliou sua vida pessoal. Assim, verificou que o casamento com um homem condenado por tráfico de drogas violava os critérios de idoneidade previstos no edital.

Lays, no entanto, contestou esse entendimento e afirmou que não poderia sofrer punição pela conduta do marido. O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) rejeitou o pedido e sustentou que a carreira exige transparência e padrões rígidos de comportamento.

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A intervenção de Dino mudou o cenário jurídico e provocou reação imediata dentro da corporação catarinense. O delegado-geral Ulisses Gabriel criticou a ordem do ministro e defendeu o procedimento interno.

“Excluímos do concurso de delegado uma aprovada casada com um traficante condenado por tráfico e associação”, escreveu Ulisses em suas redes sociais. “TJSC confirmou a decisão! Hoje, o Ministro Flávio Dino fez a reintegração da candidata ao concurso. Com respeito, mas como se combate o crime dessa forma?”

2 comentários
  1. Silas
    Silas

    Segundo Thomas Sowell este é um típico exemplo de um “ungido”.

  2. Jorge Augusto Santos
    Jorge Augusto Santos

    Pense como os parcas do hipopótamo vão ficar felizes

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