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Política

Dino libera julgamento sobre fim da aposentadoria compulsória para juízes

Ministro do STF enviou caso para a 1ª Turma; AGU e PGR contestam a decisão que extingue a punição para magistrados

O ministro do STF Flávio Dino | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
O ministro do STF Flávio Dino | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino liberou o julgamento sobre o fim da aposentadoria compulsória para juízes. A 1ª Turma da Corte vai analisar os recursos contra a decisão do próprio magistrado.

Caberá ao presidente do colegiado, o próprio Flávio Dino, definir a data exata para a discussão do tema.

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A Advocacia-Geral da União (AGU) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentaram os recursos. Os órgãos pedem que a regra de extinção valha apenas para o caso concreto. O processo em questão atinge de forma específica um magistrado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

A decisão de Flávio Dino sobre a punição

O ministro determinou a extinção da aposentadoria compulsória como punição disciplinar em março deste ano. Ele argumentou que a medida perdeu a compatibilidade com a Constituição Federal. A Reforma da Previdência de 2019 embasou a sentença.

A AGU e a PGR contestam o formato da determinação. Os órgãos federais alegam que a ação original não possui efeito vinculante. Isso significa que a ordem judicial não exige o cumprimento obrigatório pelos outros tribunais e pela administração pública em geral.

As críticas da AGU e da PGR contra Flávio Dino

A AGU moveu o seu recurso na última sexta-feira, 8. O órgão afirmou que a decisão ocorreu de forma monocrática. O documento destaca que a sentença não apresenta natureza colegiada. A equipe jurídica do governo concluiu que a medida não reúne as características formais para gerar efeitos amplos além do caso analisado.

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A PGR também criticou a ação individual do ministro. A procuradoria afirmou que a decisão afronta o devido processo legal. O órgão cobrou mais cautela e um pronunciamento do colegiado sobre o assunto. A PGR defende o julgamento do tema diretamente no plenário do STF para envolver todos os ministros.

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