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Política

Dino defende Alexandre de Moraes e diz que não vê 'violação da ordem jurídica'

No mesmo evento, a atual presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, não comentou o caso, mas beijou a mão do ministro

Ministros do STF Flávio Dino e Alexandre de Moraes, em evento sobre regulação das redes sociais
Ministros do STF Flávio Dino e Alexandre de Moraes, em evento sobre regulação das redes sociais, nesta quarta-feira, 14 | Foto: Reprodução/Instagram/@ieja.instituto

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino manifestou publicamente seu apoio e defendeu o colega e ministro Alexandre de Moraes, também do STF. A fala ocorreu nesta quarta-feira, 14, em evento do Instituto de Estudos Jurídicos Aplicados (Ieja) sobre “a necessidade da regulação das redes sociais”.

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Nesta terça, 13, o jornal Folha de S.Paulo revelou o uso da Assessoria de Enfrentamento à Desinformação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por parte de Moraes, para investigações do Inquérito das Fake News, no STF.

Para Dino, Moraes simplesmente cumpriu suas obrigações legais, sem infringir a ordem jurídica, e que os pedidos ao TSE eram para garantir o cumprimento dessas obrigações.

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“O TSE exerce poder de polícia e manda elaborar relatórios acostados em autos existentes, e isso é tido como violação de rito”, começou a dizer Flávio Dino. “Estamos diante da inusitada situação de se questionar o direito de ofício do poder de polícia. Desde ontem à noite, não consegui encontrar em que capitulo, dispositivo ou preceito ele viola qualquer determinação da nossa ordem jurídica.”

Apoio de Cármen Lúcia a Alexandre de Moraes

Os ministros Alexandre de Moraes (à esq) e Cármen Lúcia (à dir), durante sessão plenária no STF | Foto: Ton Molina/Estadão Conteúdo
Os ministros Alexandre de Moraes (à esq) e Cármen Lúcia (à dir), durante sessão plenária no STF | Foto: Ton Molina/Estadão Conteúdo

A atual presidente do TSE e ministra do STF, Cármen Lúcia, também demonstrou seu apoio a Moraes, mas de forma mais contida. Ao passar pelo ministro, ela cumprimentou-o com um beijo na mão, antes de sua fala na palestra.

Leia também: “Um Lula de toga”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 224 da Revista Oeste

Os pedidos de investigação feitos por Moraes ocorreram tanto antes quanto depois das eleições de 2022 e, conforme reportado pela Folha de S.Paulo, envolviam a criação de documentos para inquéritos no STF.

Moraes afirmou que os relatórios solicitados eram oficiais e regulares, com a participação da Procuradoria-Geral da República.

Leia mais: “O rei está nu”, artigo de J. R. Guzzo publicado na Edição 224 da Revista Oeste

6 comentários
  1. Eliel De Torres
    Eliel De Torres

    Ninguém solta a mão de ninguém, é assim mesmo….

  2. Eldo Amílcar Franchin
    Eldo Amílcar Franchin

    O Sr Dino pode começar apurando o que ocorre com a justiça no Maranhão. Presume-se que lá ele saiba o que acontece.

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