A relação de confiança da população brasileira em relação ao Supremo Tribunal Federal (STF) está quase simetricamente dividida, segundo uma pesquisa AtlasIntel, em parceria com a Bloomberg, divulgada nesta quinta-feira, 14. Entretanto, o grau de desconfiança nos ministros da Corte supera as avaliações positivas.
O levantamento, realizado entre 3 e 6 de agosto, mostra que 51% dos brasileiros dizem não confiar na atuação dos ministros da Corte, contra 49% que afirmam confiar nele. Apenas 0,2% não soube responder.
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A série histórica revela que a rejeição ao Supremo oscila entre 42% e 51% desde o início de 2023. O pico da desconfiança, de 51,3%, foi registrado nessa última pesquisa, e o índice mais baixo, de 43%, foi registrado em abril de 2023. Já os patamares de confiança tiveram seu ápice em fevereiro deste ano, com 49%, e o menor patamar em fevereiro de 2024, com 42%.

Além da confiança geral, o estudo avaliou a percepção sobre o desempenho do STF em temas centrais. As avaliações são majoritariamente negativas (classificadas como “ruim” ou péssimo”) em todos os critérios:
- Defesa da democracia;
- Respeito à Constituição e às leis;
- Profissionalismo e competência dos ministros;
- Respeito ao poder Legislativo;
- Defesa dos direitos individuais;
- Combate à corrupção;
- Reformas para melhorar o Judiciário;
- Correção de abusos de instâncias inferiores;
- Imparcialidade entre rivais políticos.

Os entrevistados responderam também sobre se enxergam o Brasil atual sob uma ditadura do Judiciário. Mais de 45% dos entrevistados respondeu sim, enquanto cerca de 43% disseram não. Uma parcela de 11% disse que o país não está sob regime ditatorial, mas muitos juízes da Corte cometem abusos e ultrapassam suas atribuições.
Entre as avaliações dos ministros do STF individualmente, o decano da Corte, Gilmar Mendes, é o com maior avaliação negativa. Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes vêm em seguida.

Além do STF, população desconfia do Congresso e das Forças Armadas
A pesquisa apurou também a percepção dos brasileiros em relação a outras instituições do Brasil. As Polícias Civil, Militar e Federal, assim como a Igreja Católica, têm avaliação positiva majoritária, enquanto as percepções sobre as Forças Armadas e o Congresso Nacional são esmagadoramente negativas.
Em relação a igrejas evangélicas, governos estaduais, prefeituras e o Banco Central, as opiniões são mais divididas, inclusive com amplo porcentual de pessoas que não souberam responder se confiam ou não em tais instituições. Já o índice de confiança no governo federal é tão polarizado quanto o do STF.






































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