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Política

Deputados do PT acionam PF para investigar gestão do Banco Master

Negócio bilionário com o BRB acende alerta sobre risco ao dinheiro público

Banco Master | Foto: Reprodução/Youtube
A mobilização teve início em 19 de dezembro, um dia depois da veiculação de uma reportagem pelo portal Metrópoles | Foto: Reprodução/Youtube

Deputados do Partido dos Trabalhadores (PT) acionaram a Polícia Federal (PF) para investigar possíveis crimes cometidos na gestão do Banco Master.

O pedido ocorreu um dia depois de o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), sancionar a lei que autoriza o Banco de Brasília (BRB) a comprar uma parte do Master. O valor da operação gira em torno de R$ 2 bilhões.

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A reunião com o diretor-executivo da PF, William Murad, aconteceu nesta quinta-feira, 21. Estiveram presentes a deputada federal Erika Kokay (PT-DF) e os deputados distritais Gabriel Magno e Chico Vigilante, ambos do PT.

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Os parlamentares expressaram preocupação com os impactos da aquisição. No documento entregue à PF, eles ressaltaram que os problemas apontados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) podem comprometer os recursos públicos, caso a compra avance.

Além da PF, o pedido será encaminhado ao Banco Central (BC) e à Procuradoria-Geral da República. A CVM investiga o Master por movimentações milionárias que inflaram artificialmente seu patrimônio.

Segundo o órgão regulador, os investimentos questionáveis chegaram a beneficiar empresas ligadas à irmã do proprietário do banco, Daniel Vorcaro. Ao todo, o Master aplicou R$ 2,1 bilhões em companhias sem capacidade comprovada de retorno.

Desde 2021, o patrimônio do Master aumentou dez vezes. A carteira de crédito também cresceu cinco vezes no mesmo período. Parte dessa expansão veio da oferta de Certificados de Depósito Bancário com rentabilidade agressiva — em alguns casos, 140% do Certificado de Depósito Interbancário.

O crescimento rápido do banco chama atenção no mercado, especialmente depois de compras de fatias em empresas em situação delicada. Mesmo assim, o Master afirma que os investimentos apontados pela CVM já foram quitados, e não representam risco patrimonial.

Compra do Master ainda depende de aval do BC

Com a sanção da lei, o BRB aguarda a posição do Banco Central para levar a proposta à assembleia de acionistas — exigência imposta pela Justiça do Distrito Federal. A Câmara Legislativa aprovou o projeto em tempo recorde. Ao todo, a tramitação durou apenas quatro dias úteis.

+ Leia também: “Comissão vê indícios de fraude em aporte de R$ 361 mi do Banco Master”

Mesmo com parecer técnico contrário da Consultoria Legislativa, que indicou falta de dados sobre a viabilidade da operação, os deputados distritais aprovaram o texto no plenário, onde a base aliada de Ibaneis Rocha tem maioria confortável.

2 comentários
  1. FLAVIO AUGUSTO ROSSI
    FLAVIO AUGUSTO ROSSI

    É o verdadeiro caso de fogo amigo !
    Vão chegar na casa do CHANDÃO….

  2. Plínio de Assis Tavares Junior
    Plínio de Assis Tavares Junior

    Ué ,esse banco não é a âncora do STF?

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