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Política

Deputado quer proibir cobrança por bagagem de mão em voos comerciais

Consumidores criticam proposta de petista por interferência do Estado no livre mercado

Anac Equipamento em aeroporto informa passageiros sobre limites para embarque com bagagem de mão | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Equipamento em aeroporto informa passageiros sobre limites para embarque com bagagem de mão | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O deputado federal Rubens Pereira Júnior (PT-MA) apresentou nesta quarta-feira, 15, o Projeto de Lei (PL) nº 5.203/2025. O texto proíbe a cobrança de qualquer taxa, tarifa ou valor adicional pelo transporte de bagagem de mão em voos comerciais no território nacional.

A iniciativa do parlamentar se deu justamente depois que a companhia aérea GOL anunciou a criação de uma nova classe tarifária para voos internacionais. A medida da empresa exclui sobretudo a bagagem de mão. O PL define bagagem de mão como o volume que o passageiro leva na cabine da aeronave.

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Deputado é alvo de ironias: “Atrasado” 

Essa bagagem de mão deve atender aos limites de peso e dimensões conforme regras da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O projeto também impede que companhias aéreas reduzam esses limites de forma injustificada com o suposto objetivo de driblar a lei.

A proposta determina que as empresas informem de maneira clara, tanto no momento da compra quanto no check-in, que o transporte da bagagem de mão está incluído no valor da passagem. Em caso de descumprimento, as companhias poderão ser obrigadas a devolver em dobro o valor cobrado indevidamente e pagar multa equivalente a 200 vezes o valor da taxa, revertida à Anac. 

Leia também: “O cobrador de impostos”, artigo de Alexandre Garcia publicado na Edição 291 da Revista Oeste

A fiscalização caberá à agência e aos órgãos de defesa do consumidor. Na justificativa, Rubens Pereira Júnior afirma que a cobrança por bagagem de mão não traz benefícios concretos aos passageiros e caracteriza uma prática abusiva. Segundo o parlamentar, “os preços das passagens não sofrerão redução proporcional à nova cobrança”.

O deputado anunciou a proposta em seu perfil no Twitter/X, mas recebeu diversas críticas de usuários que consideraram a medida uma interferência indevida do Estado nas regras comerciais do setor aéreo. Mensagens insinuam também oportunismo e dizem que o parlamentar deveria trabalhar pela redução de impostos, e não para prejudicar a saúde financeira das empresas. O projeto aguarda análise na Câmara dos Deputados.

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