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Política

Deputado fluminense amplia patrimônio em 34 vezes em 5 anos

Dados de declarações mostram evolução de bens de Thiago Rangel e incluem citação em operação da Polícia Federal no Rio

O deputado Thiago Rangel | Foto: Divulgação/ALERJ
Thiago Rangel (Avante) foi preso nesta terça-feira, 5 | Foto: Divulgação/ALERJ

O patrimônio do deputado estadual Thiago Rangel (Avante-RJ) cresceu cerca de 34 vezes desde a entrada dele na política, segundo declarações de Imposto de Renda. Em 2019, antes de disputar cargos eletivos, ele informou possuir R$ 92 mil em bens.

No ano seguinte, ao se candidatar à Câmara de Vereadores, declarou R$ 1,1 milhão. Nesse período, adquiriu uma casa de 534 m² em um condomínio em Campos por R$ 300 mil e passou a integrar sociedade em postos de combustíveis avaliada em R$ 600 mil.

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Evolução patrimonial ao longo dos mandatos

Durante o primeiro ano como vereador, em 2021, o patrimônio chegou a R$ 2 milhões. Entre os bens declarados estavam um carro de luxo avaliado em R$ 550 mil, dois caminhões-tanque e participação em empresa de agenciamento de mão de obra.

Deputado estadual Thiago Rangel (PMB) é alvo de operação no Rio | Foto: Reprodução/Redes sociais
Patrimônio inicial do deputado estadual Thiago Rangel era de R$ 92 mil | Foto: Reprodução/Redes sociais

Em 2022, ao disputar vaga na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), ele declarou redução de cerca de R$ 1 milhão no patrimônio. Naquele momento, deixou a sociedade em postos de combustíveis e vendeu caminhões registrados em seu nome. No mesmo período, abriu uma empresa própria no setor, avaliada em R$ 100 mil.

Eleito deputado estadual, Rangel encerrou 2023 com patrimônio superior a R$ 3,1 milhões. No mesmo ano, declarou valorização da empresa, estimada em quase R$ 2 milhões.

+ Leia também: “Vereadora do Rio propõe 3º banheiro: ‘Banheiro feminino é nosso e é sagrado’

A Polícia Federal (PF) prendeu o parlamentar nesta terça-feira, 5, durante a quarta fase da Operação Unha e Carne. A investigação apura suspeitas de fraudes na compra de materiais e na contratação de serviços pela Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro. Segundo a PF, o caso envolve possível direcionamento de obras de reforma em escolas públicas no norte fluminense.

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