O deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP) encaminhou nesta terça-feira, 22, ofício à Superintendência Regional da Polícia Federal (PF) em São Paulo pedindo apuração urgente sobre a possível presença, em território nacional, de Nael Barghouti, também referido publicamente como Nael al-Barghouti. O nome, segundo a assessoria do parlamentar, teria sido anunciado em evento com registro em agenda pública da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp).
No documento, o congressista alerta para a gravidade do caso e solicita providências imediatas diante do histórico internacionalmente atribuído ao indivíduo. Segundo o ofício, Barghouti é apontado em reportagens internacionais como condenado em Israel pelo assassinato de um motorista de ônibus em 1978, posteriormente libertado em troca de prisioneiros, reencarcerado em 2014 por retorno a atividades ligadas ao terrorismo e deportado ao Egito em 2025.
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Deputado cita “homenagem ao prisioneiro palestino”
O deputado também registra que a agenda pública da Alesp indica, para esta data, a realização do evento “Homenagem dia do prisioneiro palestino”, no Plenário Dom Pedro I, das 19h às 22h, com informações de que o referido nome estaria entre os presentes.
O parlamentar solicitou que a PF verifique, com a máxima urgência, de que forma teria ocorrido o eventual ingresso do estrangeiro no Brasil, qual é sua atual situação migratória, se sua permanência é regular e se há alertas, difusões, comunicações policiais internacionais ou registros de cooperação internacional que exijam atenção especial das autoridades brasileiras.
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O ofício também pede que, caso a presença no país seja confirmada, especialmente no Estado de São Paulo, a PF adote medidas cabíveis de acompanhamento, avaliação de risco e monitoramento, além das providências administrativas ou policiais necessárias à preservação da ordem pública, da segurança nacional e da regularidade migratória.
A iniciativa, segundo o parlamentar, busca reforçar a vigilância institucional diante de casos que possam envolver risco à segurança pública, à soberania nacional e ao controle migratório. Ao acionar a Polícia Federal, Luiz Philippe sustenta que o episódio, se confirmado, indicaria falha de fiscalização e exigiria resposta imediata.
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