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Política

Defesa pede ao STF que Silvinei Vasques cumpra prisão em Santa Catarina

Advogados citam riscos à integridade física, vínculos familiares e histórico como agente público ao solicitar mudança do local de custódia

silvinei vasques
O ex-diretor Silvinei Vasques, da PRF, durante depoimento na CPMI do 8 de Janeiro - 20/6/2023 | Foto: Roque de Sá/Agência Senado

A defesa de Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o cumprimento de sua prisão cautelar ocorra em Santa Catarina, preferencialmente nas cidades de São José ou Florianópolis. O pedido foi protocolado neste sábado, 27, e encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes.

No requerimento, os advogados afirmam que a solicitação não tem como objetivo obter privilégios, mas assegurar critérios mínimos de segurança, proporcionalidade e racionalidade na execução da custódia. A defesa sustentou que a permanência de Silvinei Vasques em Santa Catarina reduziria riscos à integridade física e facilitaria o acompanhamento processual.

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+ Silvinei Vasques é preso no Paraguai

A polícia do Paraguai deteve o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques no Aeroporto Internacional Sílvio Pettirossi | Foto: Divulgação/Polícia do Paraguai
A polícia do Paraguai deteve o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques no Aeroporto Internacional Sílvio Pettirossi | Foto: Divulgação/Polícia do Paraguai

Entre os argumentos apresentados estão os vínculos familiares e sociais mantidos pelo ex-diretor da PRF no Estado, além do fato de ele ter exercido por anos funções ligadas à segurança pública — condição que, segundo os advogados, amplia a exposição a ameaças em presídios comuns.

Detenção de Silvinei Vasques na Papuda

Silvinei Vasques ao ser detido pela Polícia do Paraguai | Foto: Divulgação/Polícia do Paraguai
Silvinei Vasques ao ser detido pela Polícia do Paraguai | Foto: Divulgação/Polícia do Paraguai

Ainda no documento, a defesa ressaltou que, durante o período em que esteve detido na Penitenciária da Papuda, em Brasília, Silvinei Vasques teria sido submetido a assédio e ameaças, circunstâncias usadas para reforçar a necessidade de revisão do local da prisão.

+ Polícia do Paraguai começa a transferência de Silvinei Vasques ao Brasil

Os representantes afirmam ainda que a transferência para Santa Catarina evitaria deslocamentos interestaduais frequentes e escoltas complexas, sem prejuízo ao andamento do processo. 

Caso o Supremo decida manter a custódia no Distrito Federal, a defesa pede, de forma alternativa, que ela ocorra na chamada “Papudinha”, unidade considerada de menor risco em Brasília.

O pedido inclui também a solicitação de esclarecimentos sobre a audiência de custódia, com questionamentos sobre data, horário e formato — presencial ou por videoconferência —, sob o argumento de garantir o pleno exercício do direito à ampla defesa.

Prisão no Paraguai e condenação no STF

Documento usado por Silvinei Vasques no nome de Julio Eduardo | Foto: Divulgação/Polícia do Paraguai
Documento usado por Silvinei Vasques no nome de Julio Eduardo | Foto: Divulgação/Polícia do Paraguai

Silvinei Vasques foi preso na sexta-feira 26, no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, no Paraguai, durante tentativa de embarque em um voo com destino a El Salvador. A informação foi confirmada por agentes da Polícia Federal (PF).

Leia mais: “Um policial preso na cadeia”, reportagem de Cristyan Costa publicada na Edição 220 da Revista Oeste

Segundo a investigação, o ex-diretor da PRF teria rompido a tornozeleira eletrônica ainda em Santa Catarina, o que levou as autoridades brasileiras a emitirem alertas a países vizinhos. Durante a abordagem, Vasques tentou utilizar documentos paraguaios com o nome de Julio Eduardo, mas inconsistências nos dados biométricos levaram à identificação correta do passageiro.

Ex-diretor relatou ter realizado sessões de radioterapia e quimioterapia em dezembro de 2025 | Foto: Divulgação/Polícia Federal
Ex-diretor relatou ter realizado sessões de radioterapia e quimioterapia em dezembro de 2025 | Foto: Divulgação/Polícia Federal

A prisão ocorreu cerca de dez dias depois da 1ª Turma do STF condenar integrantes do chamado “núcleo 2” do processo que apura uma suposta tentativa de ruptura institucional. O ex-diretor da PRF foi condenado a 24 anos e seis meses de prisão, sob a acusação de ter utilizado a PRF para dificultar o deslocamento de eleitores no Nordeste durante o segundo turno das eleições de 2022.

Na fundamentação da condenação, o Supremo sustenta que houve uso indevido da estrutura da PRF. À época dos fatos, porém, o então presidente do Tribunal Superior Eleitoral reconheceu que as blitze não impediram o voto. “O prejuízo que causou aos eleitores, eventualmente, foi o atraso”, afirmou Moraes em 2022. “Nenhum ônibus voltou à origem. Todos votaram.”

Leia também: “Lama na toga”, reportagem publicada na Edição 302 da Revista Oeste

1 comentário
  1. David S
    David S

    Tentou fugir.
    Agora o psicopata colocará pra quebrar, como se diz na gíria.
    Chegará ao êxtase da loucura, e babará nela….

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