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Política

Defesa orientou Planalto a driblar Congresso e decidir diretrizes das Forças Armadas

Casa Civil, no entanto, rejeitou a proposta e ressaltou que ela retiraria papel fundamental do Legislativo

Chefe do Planalto, Luiz Inácio Lula da Silva ao lado do ministro da Defesa, José Múcio Monteiro
Luiz Inácio Lula da Silva ao lado do ministro da Defesa, José Múcio Monteiro | Foto: Érico Alves/Ministério da Defesa

O Ministério da Defesa sugeriu ao Palácio do Planalto a aprovação das diretrizes para as Forças Armadas por meio de um decreto presidencial. O objetivo seria acelerar o processo, que tradicionalmente leva muito tempo para passar no Congresso Nacional.

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A Casa Civil do governo Lula, no entanto, rejeitou a proposta e ressaltou que ela retiraria o Congresso de seu papel de debater e aprovar tais diretrizes.

Em documento intitulado “Parecer de Mérito”, a Defesa argumentou que não haveria impedimentos legais para a adoção de um decreto. O ministério destacou que o Congresso leva de dois a quatro anos para aprovar as diretrizes, o que causaria atrasos nos planejamentos das Forças Armadas.

Debate sobre a orientação do Ministério da Defesa

Rui Costa é o atual ministro da Casa Civil de Lula |
Foto: Ricardo Stuckert/PR
Rui Costa é o atual ministro da Casa Civil de Lula |
Foto: Ricardo Stuckert/PR

O professor de ciência política da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Lucas Pereira Rezende criticou a proposta e a considerou prejudicial à supervisão civil e à transparência. Ele destacou, ao jornal Folha de S.Paulo, que “a defesa precisa ser discutida com a sociedade”.

A professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro e pesquisadora das Forças Armadas Adriana Marques mencionou o histórico desinteresse do Congresso sobre temas de defesa. No entanto, enfatizou que isso não justifica a falta de debate público.

Leia mais: “A briga errada”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 241 da Revista Oeste

Durante o governo de Jair Bolsonaro, o processo foi restrito a militares, sem participação civil. O ministro José Múcio Monteiro, da Defesa, por sua vez, incluiu representantes de 14 ministérios no grupo de trabalho para atualizar as diretrizes.

O Ministério da Defesa afirmou, em nota, que o processo de atualização dos documentos tem condução conforme a determinação de encaminhamento das atualizações a cada quatro anos.

Leia também: “O governo do nunca?”, artigo de Adalberto Piotto publicado na Edição 241 da Revista Oeste

A Casa Civil recomendou que as propostas tivessem envio ao Congresso por mensagem presidencial, recomendação esta acatada pelo Ministério da Defesa.

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3 comentários
  1. Sergio Hora
    Sergio Hora

    O autor da matéria só esqueceu de esclarecer o que são essas diretrizes das forças armadas. O que é isso?!

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