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Política

Defesa diz que Bolsonaro pediu reparo em arma apreendida no DF

Em resposta a Moraes, advogados explicam que militar abordado em blitz levaria pistola para conserto depois de solicitação do ex-presidente

O ex-presidente Jair Bolsonaro, que segue sob prisão domiciliar em Brasília | Foto: Reprodução/X
O ex-presidente Jair Bolsonaro, que segue em prisão domiciliar em Brasília | Foto: Reprodução/X

A defesa de Jair Bolsonaro afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o ex-presidente pediu a um militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) que cuidasse do conserto de uma arma de fogo registrada em seu nome. O armamento foi apreendido na última segunda-feira, 15, pela Polícia Militar do Distrito Federal durante uma blitz em Taguatinga.

Segundo a versão apresentada pela defesa, a pistola apresentava uma pane e havia sido retirada da residência de Bolsonaro no próprio dia da abordagem para passar por reparos. O militar responsável pelo transporte da arma afirmou aos policiais que pretendia devolvê-la ao ex-presidente no dia seguinte.

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Bolsonaro percebeu “defeito”, diz defesa

O caso ganhou repercussão depois de o ministro do STF Alexandre de Moraes determinar que os advogados de Bolsonaro prestassem esclarecimentos sobre as circunstâncias da apreensão. O magistrado questionou por que o armamento era mantido na residência onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar e o que justificaria sua retirada para manutenção.

Em documento enviado ao STF, os advogados afirmam que a própria equipe de segurança de Bolsonaro tinha deixado a arma de fogo inoperante para evitar riscos. Ao constatar o defeito no equipamento, o ex-presidente solicitou o reparo ao militar.

Leia também: “Incompetência ou má-fé”, reportagem publicada na Edição 326 da Revista Oeste

De acordo com os registros da ocorrência, a polícia encontrou uma pistola Glock calibre 9 milímetros e um carregador sobressalente no veículo conduzido pelo servidor do GSI. Durante a abordagem, o militar informou que a arma pertencia a Bolsonaro e que estava sendo levada para conserto.

Além de cobrar explicações da defesa, Moraes também solicitou informações ao tenente-coronel Allenson Nascimento Lopes, responsável pelo acompanhamento das medidas de segurança relacionadas ao cumprimento da prisão domiciliar do ex-presidente. O ministro quer saber se as determinações de fiscalização dos veículos que deixam a residência de Bolsonaro vêm sendo cumpridas integralmente.

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