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Política

Defesa de Youssef volta a acusar Moro de parcialidade no STF

Advogados afirmam que ex-juiz ignorou impedimento anterior e usou Lava Jato para autopromoção

Sombras do Petrolão: delação premiada de Alberto Youssef, em 2016, citou Martins em suposta propina por contrato na Petrobras | Foto: Valter Campanato / Agência Brasil
Defensores de Youssef sustentam ainda que a Lava Jato operava com finalidades políticas | Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

A equipe de defesa de Alberto Youssef acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar anular decisões da Operação Lava Jato. Em nova petição, entregue na segunda-feira, 23, os advogados do doleiro pedem que o ministro Dias Toffoli reconheça a suspeição do ex-juiz e atual senador Sergio Moro (União Brasil-PR).

O argumento central do pedido se baseia no fato de que Moro já havia declarado seu impedimento para julgar Youssef em outro processo — o caso Banestado, de 2010. Na visão dos defensores, a participação posterior do juiz nos processos da Lava Jato violaria essa decisão prévia.

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Segundo os advogados Antonio Figueiredo Basto e Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, Moro teria ignorado propositalmente o impedimento declarado anos antes. Eles alegam que o ex-magistrado agiu motivado por interesse pessoal e buscou capitalizar politicamente com a visibilidade da Lava Jato.

“Tal decisão foi completamente ignorada pelo magistrado no início da Operação Lava Jato, ao observar o potencial daquelas investigações para sua promoção pessoal”, diz a petição, conforme revelou o site Conjur.

Youssef foi preso em março de 2014, logo na primeira fase da Lava Jato. Ele assinou um acordo de colaboração premiada que se tornou peça-chave para diversas denúncias, inclusive contra figuras centrais do PT, como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A defesa também afirma que Youssef foi alvo de escutas ilegais dentro da carceragem da Polícia Federal. Segundo os advogados, a escuta entrou em funcionamento no dia da prisão, e o próprio doleiro só a descobriu no mês seguinte.

De acordo com o texto enviado ao STF, “áudios foram ilegalmente captados, fatos que foram dolosamente omitidos dos réus, suas respectivas defesas e da imprensa nacional”.

Youssef vira peça-chave em ofensiva contra a Lava Jato

Os defensores de Youssef sustentam ainda que a Lava Jato operava com finalidades políticas. Eles dizem que procuradores e Moro teriam instrumentalizado o doleiro para atingir lideranças do PT, enquanto buscavam construir capital político.

As acusações contra a força-tarefa ganham novo fôlego depois de decisões recentes dos ministros Dias Toffoli e André Mendonça. Eles determinaram a revisão de acordos de leniência firmados com empreiteiras durante a operação.

+ Leia também: “OAB aprova abertura de processo para cassação de Bretas”

Empresários ligados à Odebrecht e outras construtoras buscam reverter multas com o argumento de que doações eleitorais legais foram indevidamente classificadas como propina. Essa reinterpretação jurídica, sustentam os advogados, teria inflado os valores cobrados nos acordos.

1 comentário
  1. Cleide Quiles Oliveira da Cunha
    Cleide Quiles Oliveira da Cunha

    Na Operação Lava Jato, acho que Moro foi correto, inclusive referendado por outros juízes, de outras Instâncias. Mas, Sérgio Moro como político, nota zero.

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