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Política

Defesa de Mauro Cid nega uso de perfil em rede social e pede investigação ao STF

Conta no Instagram atribuída ao ex-ajudante de ordens criticou a Polícia Federal e ministros do Supremo

Mauro Cid e seu advogado: investigação sobre conta falsa para prejudicar sua defesa no STF | Foto: Ton Molina/STF
Mauro Cid e seu advogado: investigação sobre conta falsa para prejudicar sua defesa no STF | Foto: Ton Molina/STF

A defesa do tenente-coronel Mauro Cid solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que investigue um perfil no Instagram. O registro estaria sendo usado indevidamente em nome do militar. A conta, identificada como “Gabriela R”, que é o nome da mulher de Cid, teria publicado principalmente críticas à forma como a Polícia Federal conduziu um de seus depoimentos.

Conforme reportagem da Revista Veja, mensagens atribuídas a Cid dizem, sobretudo, que o delegado Fabio Shor seria “esperto” e “sabe conduzir o interrogatório para onde quer chegar”. Da mesma forma, de acordo com a revista, Cid teria relatado sentir que respondia ao ministro Alexandre de Moraes, e não ao delegado.

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Defesa nega autoria e diz que perfil é falso

A defesa de Cid nega qualquer ligação com o perfil. “Esse perfil não é e nunca foi utilizado por Mauro Cid, ainda que tenha o nome coincidente com o da esposa, Gabriela, não guarda qualquer relação com ela”, diz a nota enviada pelos advogados. A petição solicita assim a apuração sobre a autenticidade das mensagens.

O conteúdo publicado inclui do mesmo modo frases como “Alexandre de Moraes é o cão de ataque” e “[ministro] Barroso é o iluminista pensador”. Também há críticas diretas ao STF, que estaria, segundo as mensagens, “todo comprometido”. A revista afirma que as postagens ocorreram entre 29 de janeiro e 8 de março de 2024.

Durante depoimento recente no STF, o advogado de Jair Bolsonaro, Celso Vilardi, perguntou a Cid se ele reconhecia o perfil “Gabriela R” no Instagram. “Esse perfil, eu não sei se é da minha esposa”, respondeu o ex-ajudante de ordens. Desde a homologação de seu acordo de colaboração, em setembro de 2023, Cid está proibido de usar redes sociais e de se comunicar com outros investigados.

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