A defesa do general da reserva Walter Braga Netto, ex-ministro do governo Jair Bolsonaro, protocolou nesta terça-feira, 22, um novo pedido de revogação da prisão preventiva que mantém o militar custodiado desde 14 de dezembro de 2024. O recurso foi direcionado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e será analisado pelo ministro Alexandre de Moraes.
Os advogados de Braga Netto argumentam que já não há justificativa legal para a manutenção da prisão cautelar. A principal tese é que a etapa de produção de provas da ação penal que apura uma suposta tentativa de golpe de Estado já foi concluída, o que afastaria qualquer risco de interferência nas investigações por parte do general.
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“Manter o general Braga Netto preso preventivamente sob o fundamento de uma situação fática supostamente inalterada a esta altura, diante de todos os referidos elementos apresentados, significa permitir que o Agravante siga privado de sua liberdade para proteger o avanço de uma investigação já acabada”, sustenta a defesa na petição.
O recurso também questiona a ausência de fatos novos que justifiquem a continuidade da prisão. “Depois de mais de 220 dias de prisão preventiva, não foi apontado no parecer e na própria decisão agravada nenhum fato novo e contemporâneo, nenhum motivo concreto de suposto perigo gerado pela liberdade”, avalia.
Defesa insiste em que prisão de Braga Netto não se justifica
A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou anteriormente pela manutenção da prisão de Braga Netto e argumentou que ainda estariam presentes os requisitos previstos no artigo 312 do Código de Processo Penal.
Na última quarta-feira, 16, o ministro Moraes rejeitou outro pedido de liberdade apresentado pela defesa e reiterou que “a situação fática permanece inalterada, tendo sido demonstrada a necessidade da manutenção da prisão preventiva para assegurar a aplicação da lei penal e resguardar a ordem pública”.
Segundo a Polícia Federal, a prisão preventiva foi decretada sob a alegação de que o general teria tentado acessar, de forma indevida, o conteúdo da delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, então em segredo de Justiça, com o suposto objetivo de interferir nas investigações.

A defesa de Braga Netto nega a acusação e afirma que os autos da delação já foram tornados públicos. “Nunca houve elementos probatórios minimamente confiáveis para suportar a conclusão policial de supostas tentativas de interferência nas investigações por parte de Braga Netto”, afirmou.
Os advogados ainda destacam que, em conformidade com a jurisprudência do próprio STF, é “manifestamente ilegal a manutenção da prisão preventiva sem indicar fatos concretos e atuais que demonstrem efetivamente o risco gerado pela liberdade”. Segundo eles, a Corte estabelece que, “para decretar a prisão preventiva, o juiz deve se reportar a fatos novos e contemporâneos”.
Braga Netto está detido em uma sala especial da 1ª Divisão do Exército, na cidade do Rio de Janeiro. O ministro é réu na Ação Penal 2.668, que investiga o chamado “núcleo crucial” da suposta trama golpista.
Leia também: “A anistia inevitável”, artigo de Augusto Nunes e Branca Nunes publicado na Edição 255 da Revista Oeste






































Como pode os militares aceitarem tamanha injustica com um dos seus?realmente nossas forcas armadas estao se transformando em escoria da sociedade.
Isso demonstra falta de patriotismo e enfraquecimento das FFAA