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Política

De Toni cobra explicações ao governo Lula sobre prejuízo bilionário dos Correios

Deputada interpela a gestão petista sobre causas do rombo de R$ 8,5 bilhões, risco ao contribuinte e decisões da direção da estatal

A deputada federal Carol De Toni (PL-SC)
A deputada federal Carol De Toni (PL-SC) | Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados

A deputada federal Carol De Toni (PL-SC) protocolou um requerimento de informações ao Ministério das Comunicações cobrando explicações detalhadas sobre o prejuízo de R$ 8,5 bilhões registrado pelos Correios em 2025. O valor representa mais que o triplo do déficit do ano anterior e acendeu alerta no Congresso sobre a situação financeira da estatal.

No documento, a parlamentar solicitou esclarecimentos sobre as causas do rombo, responsabilidades administrativas e os impactos fiscais, operacionais e sociais decorrentes da crise. 

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+ Correios: rombo triplica e chega a R$ 8,5 bilhões

Entre os pontos levantados, estão o aumento de custos operacionais, a evolução dos passivos judiciais, a queda de receita e a necessidade de captação de cerca de R$ 12 bilhões junto a instituições financeiras.

A parlamentar afirmou que o objetivo do requerimento é garantir transparência e permitir que o Congresso exerça seu papel de fiscalização. De Toni sinalizou que “os esclarecimentos ora solicitados são essenciais para permitir ao Parlamento exercer plenamente sua função de controle” e assegurar a proteção do interesse público diante da crise da estatal.

Pressão sobre o governo

No requerimento, De Toni interpelou diretamente sobre a escalada do prejuízo e cobra transparência na condução da empresa: “Como uma estatal protegida por monopólio em parte dos serviços postais consegue acumular sucessivos déficits e ainda transferir riscos para a sociedade?”.

A deputada também pediu que o governo detalhe quais decisões administrativas, financeiras e operacionais adotadas entre 2023 e 2025 contribuíram para o agravamento da situação, além de questionar se houve alertas internos ignorados pela gestão da estatal. 

No documento, a parlamentar também solicitou informações sobre eventual risco de aportes da União, o que poderia impactar diretamente o contribuinte.

Deterioração dos Correios

De Toni apontou que os Correios enfrentam “deterioração expressiva e acelerada de sua situação econômico-financeira”, destacando que o prejuízo bilionário compromete a sustentabilidade da empresa e sua capacidade operacional.

Segundo a deputada, o resultado negativo está associado a uma combinação de fatores, como aumento de despesas, crescimento de passivos judiciais, provisões contábeis elevadas e dificuldades de caixa. O requerimento também chama atenção para o impacto dos processos judiciais, que teriam atingido cerca de R$ 6,4 bilhões em 2025.

Risco ao contribuinte e governança

Outro ponto central do documento é o risco de transferência do prejuízo para a sociedade. A deputada indagou se o Tesouro Nacional ou outros órgãos públicos poderão ser acionados para socorrer a empresa, além de cobrar medidas para evitar que o desequilíbrio financeiro resulte em aumento de tarifas ou deterioração dos serviços.

De Toni também levantou dúvidas sobre a governança da estatal, ao questionar se houve “falhas de planejamento, decisões antieconômicas ou omissões administrativas” que possam ter contribuído para o agravamento da crise.

Críticas ao governo Lula

A deputada ainda criticou o desempenho recente das estatais sob o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e comparou o cenário atual com o período anterior. 

“Já faz tempo que cobramos respostas, pois desde que o Lula voltou ao poder os Correios viraram um poço sem fundo de prejuízos sucessivos e cada vez maiores. Quando há um rombo dessa magnitude, o mínimo esperado seria apoio para investigar. Mas quando propomos uma CPI, nenhum deputado da base governista assina o pedido”, afirmou.

Ela também relembrou resultados positivos no passado: “Sob Bolsonaro, as estatais deram lucro histórico”. “Os próprios Correios, em 2021, registraram lucro recorde de R$ 3,7 bilhões. Agora, as estatais acumulam prejuízos recordes, endividamento e, o pior, a conta sempre recai no colo do povo.”

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