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Política

Crise na terra Ianomâmi não será resolvida em 2024, diz ministra de Lula

'Esse tempo de um ano é para medir e avaliar', disse Sonia Guajajara

A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara | Foto: Agência Brasil/Rafa Neddermeyer
A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara | Foto: Agência Brasil/Rafa Neddermeyer

A ministra dos Povos Indígenas do governo Lula, Sonia Guajajara (Psol), aditiu que a crise na Terra Indígena Ianomâmi não será resolvida este ano. Sonia fez a declaração durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais do ministério.

“Para quem não conhece o território, é importante entender a complexidade da situação”, disse Guajajara. “E não pensar: ‘Passado um ano, não se deu conta’. Ou: ‘Ah, em um ano vai resolver’. Não resolvem e, possivelmente, não se resolverá em toda a sua dimensão em 2024.”

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A oposição tem pressionado o governo Lula e o Ministério dos Povos Indígenas por uma resolução na crise entre os ianomâmis.

Sonia Guajajara atribui a não resolução da crise ianomâmi à “complexidade”

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“Em 2023, foram retirados 80% dos garimpeiros que estavam lá dentro do território”, disse Guajajara | Foto: Estevam Rafael/Audiovisual/PR

“Devido à toda a complexidade, as ações realizadas até agora não foram suficientes para restabelecer tudo o que precisa”, disse Sonia Guajajara. “Esse tempo de um ano é para medir e avaliar. Assim como foram décadas de invasão para chegar a este ponto, podem levar décadas para restabelecer tudo.”

O secretário de Saúde Indígena (Sesai), Ricardo Weibe Tapeba, disse que a terra indígena protegida tem cerca de 10 milhões de hectares e uma população de 30 mil indígenas, divididos entre 380 comunidades, segundo o portal Metrópoles.

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“Nós conseguimos provas robustas de que a invasão garimpeira acabou gerando, além dos problemas da malária, a contaminação das águas com mercúrio”, disse Tabepa. “E isso gera desagregação, altera os modos de vida da comunidade, reduz significativamente a capacidade produtiva do povo Ianomâmi, gerando inclusive a desnutrição grave.”

Sonia Guajajara disse que para solucionar a crise ianomâmi, é preciso primeiro tirar os garimpeiros do território da terra indígena. “Em 2023, foram retirados 80% dos garimpeiros que estavam lá dentro do território”, disse Guajajara.

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3 comentários
  1. carlos roberto de moura
    carlos roberto de moura

    Essa e outras crises só serão resolvidas com a volta do Bolsonaro.

  2. Emerson Sobral
    Emerson Sobral

    Já pode chamar o molusco e a tabajara de genocidas ou ainda é cedo?

  3. Gabriel Caeté Bindilatti
    Gabriel Caeté Bindilatti

    Esse senhora não tem nem noção oque é um arco e um flecha, com esse artefato na cabeça que foi comprado na 25 de março acha que é indígena!

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