O retorno aos trabalhos na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) expôs um clima de forte tensão política com o avanço dos discursos em favor do impeachment do governador Ibaneis Rocha (MDB). Logo na primeira sessão do ano, nesta segunda-feira, 2, parlamentares da oposição ocuparam a tribuna para defender a abertura formal de um processo de afastamento, colocando o tema no centro da agenda.
Deputados afirmaram que a sucessão de pedidos protocolados nos últimos dias revela que o debate deixou de ser pontual e passou a representar um risco político concreto ao governador. Para a oposição, os fatos que envolvem a atuação do governo distrital em negociações financeiras relacionadas ao Banco de Brasília (BRB) e o Master justificam uma resposta institucional.
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Ibaneis: alvo de cobranças diretas
O tom adotado em plenário foi de cobrança direta. Parlamentares sustentaram que o Legislativo não pode se omitir diante de questionamentos que, segundo eles, afetam a credibilidade da gestão e a confiança da população. O discurso convergiu para a ideia de que a Casa precisa decidir se assume protagonismo fiscalizador ou se opta por adiar o enfrentamento político.
A ausência de representantes do Executivo distrital na sessão de abertura reforçou o clima de desgaste. Tradicionalmente, o início dos trabalhos legislativos conta com participação institucional do governo, o que não ocorreu desta vez. Para opositores, o gesto representou um sinal de isolamento político e tentativa de evitar confronto direto.
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Aliados de Ibaneis, por outro lado, defendem cautela. Eles afirmam que os pedidos de impeachment precisam passar por análise jurídica rigorosa antes de qualquer decisão política. Ressaltam do mesmo modo a necessidade de cumprimento do rito regimental.
Mesmo sem deliberações formais, a sessão deixou claro que o impeachment tende a pautar os próximos movimentos da CLDF. A leitura nos bastidores é que o tema continuará como instrumento de pressão política, ampliando a instabilidade no início do ano legislativo.
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O governador nega irregularidades e afirma que não há base jurídica para afastamento. Ainda assim, o ambiente na Câmara revela que o risco político está colocado e que a crise deve se prolongar nas próximas semanas.
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