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Política

CPMI ouve general Heleno na terça-feira

Ex-ministro do GSI deve explicar suposto envolvimento com atos de vandalismo

Heleno | Na declaração, Heleno destaca que chegaria a um momento em que o governo não poderia 'mais falar'. O militar defendia uma reação 'contra determinadas instituições' | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Conforme a ala governista, pessoas indicadas pelo general ao GSI ainda estavam nos cargos quando participaram do 8 de janeiro | Foto: MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

A CPMI do 8 de Janeiro marcou, para a terça-feira 26, a oitiva do general Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

Alvo de nove requerimentos, general Heleno deve ser interpelado sobre seu suposto envolvimento com os atos de vandalismo que aconteceram em 8 de janeiro, em Brasília.

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Conforme a ala governista, pessoas indicadas pelo general ao GSI ainda estavam nos cargos quando participaram do 8 de janeiro. A base do governo ainda deve questionar o general Heleno sobre uma reportagem da Agência Pública.

A matéria afirma que, durante a gestão do general Heleno, o GSI recebeu pessoas envolvidas com os atos de vandalismo. Entre os visitantes, estaria uma pessoa presa em flagrante durante as invasões de 8 de janeiro.

Já na quinta-feira 29, a CPMI vai colher o depoimento de Alan Diego dos Santos, condenado a cinco anos e quatro meses de prisão por tentar explodir uma bomba nos arredores do Aeroporto Internacional de Brasília.

O ato aconteceu em 24 de dezembro e contou com a participação de outras duas pessoas: George Washington de Oliveira Sousa e Wellington Macedo de Souza. Ambos já foram ouvidos pela CPMI.

Embates para a aprovação de requerimentos

O presidente da CPMI do 8 de Janeiro, deputado federal Arthur Maia (União Brasil-BA)- 24/08/2023 | Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

Em meio a impasses sobre as últimas convocações na CPMI, a ala governista e a oposição tentam emplacar os nomes que consideram prioritários. Conforme apurou Oeste, restam ainda seis oitivas antes do fim do colegiado.

Desse total, quatro vão ser entregues ao governo e duas à oposição. Os governantes tentam sugerir nomes que possam estar relacionados à delação do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O militar fechou uma colaboração premiada com a Polícia Federal que, depois, foi chancelada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A base do governo também incluiu na lista de pedidos o acesso aos Relatórios de Inteligência Financeiros (Rifs) do ex-presidente de sua mulher, Michelle Bolsonaro.

Já a oposição tenta convocar nomes relacionados a Força Nacional de Segurança, que responde ao Ministério da Justiça.

A mesa da CPMI pretende fazer a última reunião deliberativa na terça-feira 26. Apesar de não ter um acordo firmado entre governo e oposição, o presidente do colegiado, deputado Arthur Maia (União Brasil-BA), pretende pautar as convocações em bloco.

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