Relatórios de inteligência financeira elaborados pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) integram o acervo da CPMI do INSS, que reúne aproximadamente 80 desses documentos, incluindo um referente a Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
A informação é da coluna do jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo.
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Esses relatórios, conhecidos como RIFs, são confidenciais e investigam movimentações bancárias consideradas fora do padrão ou suspeitas, visando a detectar possíveis irregularidades financeiras.
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Além das operações bancárias, os RIFs utilizam dados de múltiplas origens para mapear indícios de práticas como lavagem de dinheiro, ampliando o alcance da apuração das autoridades.
Relatores das CPIs do INSS e do Crime Organizado reagiram positivamente à prisão preventiva de Vorcaro. A medida, executada pela Polícia Federal (PF) na quarta-feira 4, foi interpretada pelos parlamentares como um avanço no esforço de responsabilização de envolvidos em irregularidades.
Investigação na CPMI do INSS
A CPMI do INSS já havia direcionado investigações ao Banco Master e aprovado a quebra de sigilo de Vorcaro.
Em 26 de fevereiro, a comissão também autorizou o acesso aos sigilos bancário e fiscal da instituição, abrangendo o período entre 2015 e 2025.
CPI do Crime Organizado
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado, afirmou que as investigações indicam práticas típicas de organizações criminosas.
De acordo com o parlamentar, as recentes notícias sobre a prisão de Vorcaro e as informações sobre articulação de atos violentos e corrupção de agentes públicos reforçam a hipótese de atuação criminosa estruturada.
O senador também mencionou decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que anulou a quebra de sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático da empresa Maridt Participações.
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A empresa possui ligação com o ministro Dias Toffoli, do STF, e seus irmãos, apontados em investigações como possíveis conexões com Vorcaro.
Segundo Gilmar Mendes, a medida aprovada pela CPI apresentava desvio de finalidade e não tinha relação direta com o objeto da comissão.
Apesar da decisão judicial, integrantes da comissão sustentam que há conexão entre os fatos investigados.
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