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Política

CPMI do INSS é cancelada depois de filho de empresário dar atestado

Presidente da comissão diz que Paulo Camisotti alegou ‘impossibilidade de comparecimento à oitiva para a qual estava regularmente convocado’

cpmi do inss
Reunião da CPMI do INSS desta quinta-feira, 13 | Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

A sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) prevista para esta segunda-feira, 9, foi cancelada depois do empresário Paulo Camisotti apresentar um atestado médico em que informa a impossibilidade de comparecimento à oitiva para a qual estava regularmente convocado. 

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Segundo o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), Paulo Camisotti apresentou o atestado médico “de última hora, informando a impossibilidade de comparecimento à oitiva para a qual estava regularmente convocado”.

O cancelamento acendeu novo alerta na comissão, que investiga fraudes bilionárias que envolvem empréstimos consignados e descontos indevidos em benefícios previdenciários.

“A CPMI não aceitará expedientes protelatórios nem o uso de atestados médicos como instrumento para esvaziar investigações”, disse Viana. “As providências legais e regimentais cabíveis serão adotadas, inclusive a condução coercitiva, caso seja necessário. A Comissão seguirá atuando com firmeza, responsabilidade e respeito às prerrogativas do Congresso Nacional, em defesa dos aposentados, órfãos e viúvas.”

Primeiro depoimento da CPMI do INSS já tinha sido cancelado

edson araujo
O deputado estadual Edson Cunha de Araújo (PSB-MA) | Divulgação/Alema

Mais cedo nesta segunda-feira, o presidente da CPMI já havia cancelado o depoimento do deputado estadual maranhense Edson Araújo (PSB), investigado pela Polícia Federal (PF) na Operação Sem Desconto.

Leia também: “Uma incógnita em meio ao caso Master”, reportagem de Cristyan Costa e Sarah Peres publicada na Edição 308 da Revista Oeste

“No caso do senhor Edson Araújo, registro que não houve comparecimento à perícia médica previamente agendada junto à Junta Médica do Senado”, declarou. “Aguardo o parecer oficial para a adoção das medidas cabíveis.”

Na sequência, Viana destacou: “Quero ser absolutamente claro: não aceitarei o descumprimento de atos formais da CPMI”. “Se houver recusa injustificada, adotarei todas as medidas legais, inclusive a condução coercitiva, como prevê a legislação.”

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2 comentários
  1. Márcio S. Tani
    Márcio S. Tani

    O mais engraçado de tudo isso é que para ROUBAREM, não pediam permissão para ninguém!!! Agora para DEVOLVEREM a pessoa tem que entrar com um pedido!!! É um absurdo que o idoso (que na maioria das vezes nem sabe como proceder), tenha que PEDIR para devolver o dinheiro que roubaram dele, envolvendo a maior buRRocracia, só para que não seja devolvido todo o dinheiro roubado e a sobra irá ficar com quem???

  2. julio bento da silva bento
    julio bento da silva bento

    Um bordel de 5ª categoria. Sabemos que estes atestados são fraude! Em cima dos méicos também!

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