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Política

CPI contra João Campos atinge assinaturas e é protocolada

Comissão alcança apoio mínimo e mira gestão municipal por suposta fraude em vaga de procurador

joão campos no gilmarpalooza
No início de fevereiro, vereadores rejeitaram pedido de impeachment contra João Campos | Foto: Reprodução/Instagram/@joaocampos

Vereadores da Câmara Municipal do Recife protocolaram uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigará a gestão do prefeito João Campos (PSB) por suposta fraude em concurso público na nomeação para o cargo de procurador do município. Ao todo, a CPI conseguiu 13 assinaturas.

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O requerimento partiu do vereador Thiago Medina (PL), que sustenta indícios de favorecimento pessoal e possível tráfico de influência. O caso envolve a nomeação de Lucas Vieira da Silva para uma vaga destinada a pessoas com deficiência.

O candidato terminou o concurso de 2022 na 63ª colocação. O município homologou o resultado em 2023. Três anos depois, Lucas apresentou laudo médico com diagnóstico de transtorno do espectro autista e pediu reclassificação na lista de pessoa com deficiência (PCD).

A administração municipal publicou a nomeação de Lucas para procurador do município em edição extra do Diário Oficial em 23 de dezembro de 2025.

CPI apura reclassificação para vaga PCD

A repercussão levou a Prefeitura do Recife a anular a nomeação em 31 de dezembro. A gestão restabeleceu o resultado original do concurso diante da pressão de entidades da carreira jurídica.

O episódio ganhou dimensão política porque Lucas é filho da procuradora do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco, Maria Nilda Silva. Ele também é filho do juiz Rildo Vieira da Silva, que atua na Vara Regional de Crimes contra a Administração Pública.

Leia mais: “CPI para investigar João Campos avança, e protocolo fica a 4 assinaturas

O texto da CPI prevê investigação sobre reclassificação extemporânea de candidato anos depois da homologação. A comissão também analisará eventual responsabilidade do prefeito, do procurador-geral do município e de outros agentes públicos.

O requerimento menciona possíveis indícios de nepotismo cruzado.

A CPI contará com sete vereadores e terá prazo inicial de 120 dias, prorrogável por mais 60. Entre os 13 signatários estão parlamentares da oposição, independentes e integrantes de partidos da base do prefeito.

Segundo Medina, a CPI cumpre o dever constitucional de fiscalização do Legislativo.

No início de fevereiro, vereadores rejeitaram pedido de impeachment contra João Campos. A denúncia foi arquivada por 25 votos contrários, 9 favoráveis e 1 abstenção.

Leia mais: “Vereadores do Recife rejeitam abertura de impeachment contra João Campos

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